Forte explosão em edifício no sul da Ucrânia deixa 22 mortos

Ao menos 22 pessoas morreram em uma forte explosão que destruiu parcialmente um edifício de quatro andares no sul da Ucrânia, segundo o ministério ucraniano de Situações de Emergência.

AFP |

O boletim precedente informava 19 óbitos.

Outras 21 pessoas foram resgatadas pelos bombeiros e a polícia, que prosseguem em busca de mais vítimas sob os escombros, o que ainda pode elevar o número de mortes.

A explosão aconteceu na quarta-feira à noite em um edifício residencial na cidade de Evpatoria, uma estação balneária às margens do mar Negro, no oeste da península de Criméia, que fica a 600 km de Kiev.

"Vi uma chama azul e muita fumaça e houve uma explosão horrível", contou um habitante, Lidia Kovalenko, segundo imagens transmitidas por uma tv local.

O canal também exibiu imagens das vítimas sendo atendidas no local e parentes e amigos desesperados atrás de notícias de sobreviventes.

Duas partes do edifício, que, segundo as autoridades, tinha 35 apartamentos, ficaram completamente destruídas.

Apesar de as temperaturas serem levemente superiores ao zero grau, ainda há esperanças de encontrar sobreviventes, informou Ivanov.

Centenas de socorristas trabalham para tentar encontrar outras pessoas ainda com vida.

Sobre as causas do acidente, as autoridades indicaram, num primeiro momento, que pode se tratar de um vazamento de gás, mas em seguida a primeira-ministra Yulia Timochenko mencionou que a explosão aconteceu por causa de estoques de oxigênio ou acetileno.

"Segundo informações preliminares, o sótão do prédio era uma oficina onde eram usados materiais explosivos sem autorização", informou Timochenko.

O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, e Timochenko, que vivem um momento particularmente delicado por causa de suas divergências políticas, chegaram juntos de carro ao local dos fatos para acompanhar as tarefas de socorro e resgate e também deixaram a Criméia juntos no mesmo avião.

"Ninguém será esquecido, o poder vai tirar suas conclusões dessas lições", afirmou Yuchchenko à Evpatoria, citado pela Interfax.

Em Moscou, o presidente russo, Dmitri Medvedev, também transmitiu sua interesse pela tragédia e ofereceu a ajuda da frota russa do Mar Negro baseada na península ucraniana de Criméia, segundo a agênce Ria Novosti.

bur/fp/cn

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