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- embargada até as 14h de Brasília deste domingo - Londres, 27 jul (EFE).- A formação dos grandes continentes terrestres pode ter sido fundamental no aumento da concentração de oxigênio na atmosfera, segundo uma pesquisa publicada hoje pela revista científica britânica Nature Geoscience.

Uma equipe da Universidade Nacional da Austrália reconstruiu e analisou os períodos da oxigenação da Terra, que passou dos níveis ínfimos de oxigênio em seus primeiros tempos a quase 21% da atualidade.

Os maiores saltos nas concentrações do oxigênio atmosférico aconteceram há 2.650, 2.450, 1.800, 600, 300 e 40 milhões de anos, datas que coincidem com a fusão das massas de terra em "supercontinentes".

Os cientistas sustentam que as colisões das massas terrestres originaram cordilheiras que passaram rapidamente por erosões e liberaram grandes quantidades de ferro e fósforo nos oceanos.

A chegada destes nutrientes aos oceanos produziu "uma explosão" de fitoplâncton produtor de oxigênio e cianobacterias e, por conseguinte, um aumento da fotossíntese e da produção da molécula do oxigênio.

O "enterro" das altas quantidades de sedimentos de carbono orgânico e pirita evitaram sua reação com o oxigênio livre e permitiu ainda maiores acúmulos da concentração atmosférica. EFE vmg/mh

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