Força-tarefa dos EUA quer que Obama priorize combate a genocídio

Uma força-tarefa formada por personalidades norte-americanas pediu na terça-feira ao presidente eleito Barack Obama que apóie a criação de um fundo de 250 milhões de dólares para ajudar ações de emergência em países sob alto risco de genocídio.

Reuters |

A chamada Força-Tarefa de Prevenção do Genocídio, co-presidida pela ex-secretária de Estado Madeleine Albright e pelo ex-secretário de Defesa William Cohen, divulgou nesta semana um relatório pedindo que esse tema seja uma prioridade do novo governo, que toma posse em 20 de janeiro.

Albright disse a jornalistas na terça-feira na ONU que os EUA não devem arcar sozinhos com o ônus, mas que devem liderar ações para impedir atrocidades sempre que elas possam ocorrer.

Ela defendeu a criação de um organismo interdepartamental para coordenar as ações dos EUA na detecção precoce de problemas. Junto com isso, uma verba anual de 250 milhões de dólares financiaria projetos em países sob risco.

"Esse modesto fundo daria a diplomatas dos EUA uma ferramenta potencialmente essencial com a qual evitar uma catástrofe", disse Albright, que foi secretária do governo de Bill Clinton.

De acordo com ela, o relatório contou com a participação de muitas pessoas envolvidas na equipe de transição de Obama.

Cohen afirmou que as 34 recomendações do relatório visam a criar os mecanismos para garantir que um genocídio seja percebido e evitado antes que seja tarde demais, e que a intervenção militar continuaria sendo a última opção.

"Acreditamos que o presidente eleito Obama apoiará isso, não sabemos ao certo, mas acreditamos que será o caso", afirmou.

Albright era embaixadora dos EUA junto à ONU na época do genocídio de Ruanda (1994). De acordo com ela, o relatório da força-tarefa não é uma análise histórica, mas leva em conta as lições deixadas pela omissão da comunidade internacional em relação ao massacre de 800 mil pessoas na África Central.

"Há uma ampla gama de opções de política externa entre ficar de lado e mandar os marines", disse ela, enfatizando a importância de um alerta precoce e da cooperação internacional para exercer a pressão diplomática.

Cohen afirmou ser vital para os EUA não darem a impressão de "ingerência", pois evitar um genocídio é algo do interesse de todos os países, já que Estados falidos se tornam terreno fértil para o terrorismo.

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