Forças paquistanesas matam 50 militantes do Talibã

Por Mian Saeed-ur-Rehman KHAR, Paquistão (Reuters) - Helicópteros militares paquistaneses atacaram um esconderijo de militantes em uma instável região tribal nesta segunda-feira, matando 50 insurgentes, elevando o número de mortos para quase 160 em cinco dias de conflito, disseram autoridades.

Reuters |

Mais de 100 militantes e nove soldados morreram em confrontos decorrentes de um ataque a um posto de segurança de fronteira na última quarta-feira na região tribal de Bajaur, perto da fronteira com o Afeganistão. Bajaur é um conhecido santuário para militantes da Al Qaeda e do Talibã.

'Os helicópteros encurralaram militantes em Bajaur e mataram 50 deles', disse uma autoridade de segurança à Reuters.

Não houve baixas entre as forças de seguranças, disse.

Os últimos confrontos aconteceram depois que militantes atacaram um outro posto durante a noite.

Um repórter da Reuters disse que milhares de pessoas estavam saindo da área depois que aeronaves bombardearam quatro vilas.

Separadamente, moradores acharam os corpos decapitados de dois homens em uma área 16 quilômetros ao leste de Khar, a principal cidade de Bajaur. Com os corpos, foi encontrada uma nota que dizia que os homens haviam sido mortos por terem espionado para os Estados Unidos e para o Paquistão.

'O bilhete dizia que os homens estariam ajudando na identificação de posições dos militantes', disse Mohammad Khan, um residente local.

Enquanto isso, dois muçulmanos xiitas e um sunita foram mortos em supostos ataques sectários na cidade de Dera Ismail Khan, no noroeste do país.

A violência no Paquistão se intensificou no noroeste do país depois de uma calmaria após as eleições de fevereiro, nas quais o governo de coalizão liderado pelo partido da ex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, chegou ao poder procurando negociar a paz.

(Reportagem adicional de Sahibzada Bahauddin e Kamran Haider)

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