Forças palestinas prendem dezenas de militantes do Hamas

Forças vinculadas ao Fatah detêm cerca de 150 ativistas de grupo islâmico; porta-voz do Hamas diz que prisões são ato de traição

iG São Paulo |

Forças de segurança palestinas na Cisjordânia prenderam dezenas de ativistas do Hamas nesta quarta-feira em resposta a um ataque que deixou quatro colonos judeus mortos na terça-feira no território ocupado por Israel, disse um alto funcionário da segurança.

"A segurança palestina está fazendo de tudo para encontrar os culpados, que serão detidos caso sejam encontrados em território controlado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP)", disse outra fonte, o porta-voz governamental, Ghasam Al-Jatif.

AFP
Israelenses comparecem a funeral de quatro colonos mortos em 30/08/2010 em ataque em Hebron, na Cisjordânia
No ataque, cuja autoria é reivindicada pelas Brigadas de Ezedin Al-Qasam - braço armado do movimento islâmico Hamas - e pelos Mártires de al-Aqsa - vinculadas ao partido laico Fatah -, morreram duas mulheres e dois homens israelenses, com idades entre 25 e 40 anos. O ataque ocorreu na véspera do início da retomada das conversações de paz palestino-israelenses , apoiadas pelos EUA. Os mortos estavam em carros perto do assentamento de Kiryat Arba (a leste da cidade cisjordaniana de Hebron), em território sob controle israelense.

"Dezenas de membros do Hamas foram presos, principalmente na região de Hebron e por toda a Cisjordânia", disse o alto funcionário de segurança. "Estamos investigando se eles têm alguma ligação com o ataque a tiros. Haverá mais prisões."

Fontes do Hamas na Cisjordânia afirmaram que cerca de 150 ativistas, incluindo parentes de pessoas da direção do grupo, foram detidos desde terça-feira na Cisjordânia. O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, declarou que as prisões eram um "ato de traição".

Al-Jatif, o porta-voz governamental, disse acreditar que o ataque não afetará as negociações de paz que começam oficialmente na quinta-feira em Washington, afirmando que "o objetivo do ataque era acabar com o processo de paz e, justamente por isso, nossa resposta deve ser redobrar os esforços nas negociações".

Reforço da segurança


O Exército de Israel se encontram em estado de alerta máximo nesta quarta-feira, depois do ataque. "Nossas forças foram colocadas em estado de alerta máximo pelo temor de novos atentados", declarou um porta-voz militar.

De acordo com a mesma fonte, as medidas extremas de vigilância "não exigiram o deslocamento de reforços ou a instalação de postos de controle adicionais". Segundo a rádio militar, a polícia israelense também adotou medidas preventivas no sul de Israel, na região vizinha ao setor do ataque.

*Com Reuters, EFE e AFP

    Leia tudo sobre: oriente médioisraelpalestinoseuafatahhamasataque

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG