Forças locais podem fazer segurança sem EUA, diz premiê iraquiano

BAGDÁ (Reuters) - O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, afirmou neste sábado que a retirada das forças de combate dos Estados Unidos das cidades iraquianas, no fim de junho, mostrou que o país pode lidar com sua própria segurança, apesar de uma onda de ataques a bomba ter ocorrido nesta semana. A saída dos EUA dos centros urbanos iraquianos, marcado para estar finalizada até o final deste mês, é vista como um marco para a soberania do Iraque após anos de ocupação militar.

Reuters |

Mas uma série de ataques a bomba na capital e no norte do país nesta semana, incluindo dois dos mais sangrentos atentados em mais de um ano, abalaram a confiança dos iraquianos em suas próprias forças.

"Estamos no limiar de uma nova fase que vai amparar a soberania do Iraque," afirmou Maliki. "É uma mensagem ao mundo que agora somos capazes de proteger nossa segurança e administrar nossos assuntos internos."

Dois grandes ataques em Bagdá e na cidade de Kirkuk, no norte do Iraque, nesta semana, mataram mais de 150 pessoas no total. Na sexta-feira, uma bomba matou pelo menos 13 pessoas em um mercado em Bagdá. Uma série de outras bombas também causaram apreensão.

Autoridades norte-americanas e iraquianas alertaram que esperam um aumento no número de ataques em razão da retirada dos EUA, mas também em decorrência das eleições parlamentares de janeiro.

"Temos alta confiança em nossas forças de segurança para administrar a segurança e perseguir o restante da al Qaeda e gangues criminais," disse Maliki.

Ele acrescentou que o Iraque alcançou, comparativamente, bons níveis de segurança, não apenas como resultado do melhor policiamento, mas também por causa dos esforços de reconciliação política entre as divididas facções do país - um assunto sobre o qual críticos acusam Maliki de fazer corpo mole.

"Se eles (militantes) quiserem derrubar o processo político, nós dizemos: ele não desmoronará, a não ser que a união nacional seja abalada," disse Maliki.

(Reportagem de Khalid al-Ansary)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG