A polícia do Iraque confirmou que pelo menos sete pessoas morreram e 300 ficaram feridas em uma operação das forças iraquianas para tomar o controle de um acampamento na província de Diyala, ao norte de Bagdá, instalado e administrado por dissidentes iranianos. Entre os feridos, estariam também policiais iraquianos.

Segundo um porta-voz do governo do Iraque, os militares estavam tentando instalar uma delegacia no acampamento, o que gerou conflitos entre eles e os moradores.

Há informações de que os confrontos, iniciados na terça-feira, continuam.

O grupo iraniano Combatentes do Povo (mujahideen), que fundou o acampamento de Ashraf nos anos 80 e ainda administrava o local, divulgou um vídeo que, segundo ele, mostra soldados iraquianos usando canhões de água e bombas de gás lacrimogênio, além de vários dos feridos.

Repatriação
O acampamento, que abriga cerca de 3,5 mil pessoas, esteve sob proteção americana desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2003, mas foi passado ao controle iraquiano em janeiro.

Desde a queda de Saddam Hussein, em 2003,, as relações entre Irã e Iraque melhoraram, e o governo iraquiano prometeu, em várias ocasiões, que fecharia o acampamento.

Os Combatentes do Povo são considerados como um grupo terrorista pelos Estados Unidos e pelo Irã, e seus membros temem serem repatriados.

Há relatos, no entanto, de que os Estados Unidos teriam pedido para que as autoridades iraquianas não realizassem repatriações nem usassem a força contra os exilados.

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