Forças iranianas entram em confronto com manifestantes

TEERÃ - As forças iranianas de segurança entraram em confronto nesta sexta-feira com seguidores do líder oposicionista Mir Hossein Mousavi, prendendo pelo menos dez deles, segundo uma testemunha. O incidente aconteceu durante manifestação em uma data anual dedicada a criticar Israel.

Redação com agências |


O ex-presidente Mohammad Khatami, um reformista, participou da manifestação, mas foi atacado por radicais e deixou o local depois de ter sua túnica rasgada e seu turbante derrubado, segundo relato feito por um simpatizante que o acompanhava.


Oposição iraniana protesta antes de manifestação ser reprimida pela polícia / AFP

A agência estatal de notícias Irna disse que Mousavi e o clérigo reformista Mehdi Karoubi, ambos candidatos derrotados na eleição presidencial de junho, também tiveram de deixar as manifestações depois de serem atacados por "pessoas iradas".

A oposição diz que houve fraude na eleição presidencial de junho, que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad. As manifestações que se seguiram representaram a pior crise na República Islâmica em seus 30 anos de existência, revelando profundas divisões dentro do regime.

Testemunhas disseram que outros confrontos entre policias e seguidores de Mousavi aconteceram durante manifestações na zona norte de Teerã. Essas fontes disseram que a polícia usou gás lacrimogêneo e prendeu algumas pessoas.

Ahmadinejad volta a negar o Holocausto

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a negar nesta sexta-feira a existência do Holocausto judeu e disse que o mundo inteiro tem a "obrigação" de assumir sua responsabilidade frente a Israel para garantir a paz global.

O presidente iraniano pediu às nações do mundo, e em particular às da região, a se levantar contra Israel, porque sua simples existência as "coloca em perigo", e disse que conter o Estado judeu é um "princípio humanitário".

"O regime sionista é um símbolo de mentiras e decepção, que se baseia em atitudes colonialistas", acrescentou Ahmadinejad no discurso antes do sermão semanal da sexta-feira, segundo o canal de televisão "Press TV".

O presidente iraniano também falou do Holocausto, no qual seis milhões de judeus morreram sob o nazismo alemão, que voltou a colocar em dúvida, como em algumas ocasiões anteriores.

"Se o Holocausto, como eles dizem, é verdade, por que não oferecem provas?", perguntou.

Oposição faz protestos no Irã; assista ao vídeo:

* Com Reuters e EFE

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