Quarenta e nove civis, entre eles 23 crianças, morreram na operação deflagrada quinta-feira pelas forças iemenitas contra um campo de treinamento da Al-Qaeda na província de Abyan (sudeste), informaram diversas fontes neste domingo.

"A oepração foi conduzida sem nenhum discernimento, e provocou a morte de 49 civis, entre eles 23 crianças e 17 mulheres", denunciou um representante da região de Al-Mahfed, onde fica a aldeia de Al-Maajala, cenário do ataque.

O balanço foi confirmado por um chefe tribal. "No total, 49 civis morreram", declarou ele à AFP, destacando que as vítimas era de sua tribo, a Al-Kazam. Este número não foi confirmado por fontes oficiais.

"A Al-Qaeda resolveu instalar seu centro de treinamento no mesmo lugar onde uma tribo de beduínos nômades tinha armado suas barracas. As forças iemenitas acharam que estes nômades estavam ajudando os combatentes da Al-Qaeda", explicou o líder, que não quis se identificar.

A operação de Al-Majaala ainda resultou na morte de 30 supostos membros da Al-Qaeda, entre eles vários estrangeiros e o comandante do campo de treinamento, identificado como Mohammad Saleh al-Kazimi, segundo o site do ministério da Defesa.

A província de Abyan se tornou nos últimos anos uma área de reunião de combatentes islâmicos, entre os quais veteranos do Afeganistão.

Desde a operação de quinta-feira, mais de 30 membros da Al-Qaeda foram detidos no Iêmen, anunciou sábado o ministério da Defesa.

De acordo com o New York Times de sábado, a operação de Al-Majaala foi aprovada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

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