Forças do Timor-Leste assumem controle parcial da segurança

Sydney (Austrália), 14 mai (EFE).- As forças do Timor-Leste retomaram hoje de maneira parcial o controle da segurança do país, três anos depois da grave onda de violência que forçou o desdobramento de policiais e soldados das Nações Unidas e de outras nações.

EFE |

Em comunicado, a ONU informou sobre a entrega do comando nos distritos de Lautem e Manatuto, segundo foi estabelecido pelo primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e o enviado especial do organismo mundial na ex-colônia portuguesa, Atul Khare.

Por enquanto, a segurança na capital, Díli, permanecerá nas mãos de soldados estrangeiros.

A transferência de competências, adiada anteriormente em diversas ocasiões, implica a retirada dos efetivos da ONU, que, no entanto, permanecerá no Timor-Leste em missão de apoio logístico e assistência à Polícia e ao Exército locais.

Os corpos de segurança timorenses sofrem com a falta de infra-estrutura, e por isso muitas delegacias não têm patrulhas ou rádios suficientes para os agentes.

Há três meses, o Conselho de Segurança das Nações Unidas prolongou por mais um ano a missão no Timor-Leste, conhecida como Unmit, para supervisionar a realização das eleições locais, continuar formando policiais e soldados e fortalecer o sistema judiciário, entre outros objetivos.

Em abril de 2006, uma revolta de 600 soldados renegados liderados pelo comandante rebelde Alfredo Reinado provocou uma explosão da violência que deixou 37 mortos e mais de 100 mil deslocados.

A crise também levou ao desdobramento das forças estrangeiras de paz e forçou a renúncia do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri.

Menos de dois anos depois, os homens de Reinado tentaram assassinar Gusmão e o presidente, José Ramos Horta, que sobreviveram aos ataques, embora o país tenha se encontrado novamente à beira da guerra civil.

O Timor-Leste, que após 24 anos de ocupação indonésia conseguiu a independência em 2002 como uma das nações mais pobres do mundo, luta desde então para conseguir uma instabilidade política que lhe permita se concentrar no desenvolvimento econômico. EFE mg/mh

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