Forças do Iêmen matam suspeitos de ameaçar embaixada dos EUA

Por Mohamed Sudam SANAA (Reuters) - Forças iemenitas travaram combate com militantes da Al Qaeda na segunda-feira, matando pelo menos dois rebeldes que teriam ameaçado a embaixada dos Estados Unidos e outras representações estrangeiras no país, obrigando-as a fecharem suas portas.

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"Acredita-se que esses elementos (militantes) estão por trás das ameaças dirigidas à embaixada norte-americana", disse à Reuters um funcionário de segurança iemenita. "Os choques ainda continuam".

A embaixada dos EUA na capital iemenita Sanaa estudava a possibilidade de permanecer fechada por um segundo dia, em resposta a ameaças da Al Qaeda. A embaixada britânica está fechada desde domingo, e o Japão suspendeu seus serviços consulares na segunda-feira por temores de segurança.

A Al Qaeda na Península Arábica, ala iemenita da rede de Osama bin Laden, reivindicou o atentado frustrado de 25 de dezembro contra um avião norte-americano que levava 300 pessoas a bordo.

A organização disse que o atentado foi uma retaliação pelo envolvimento dos EUA no Iêmen e seu apoio à ofensiva do governo iemenita contra militantes.

Umar Farouk Abdulmutallab, o nigeriano de 23 anos acusado de tentar explodir o avião quando ele se aproximava de Detroit, esteve no ano passado no Iêmen, onde as autoridades norte-americanas acreditam que ele recebeu treinamento de um grupo militante.

Os fatos chamaram atenção à guerra de Washington contra militantes islâmicos no Iêmen, ao mesmo tempo em que forças norte-americanas combatem a insurgência reforçada do Taliban no Afeganistão e no Iraque.

ATAQUE AÉREO SAUDITA

Estados Unidos e Arábia Saudita temem que a Al Qaeda possa explorar a instabilidade no país árabe para convertê-lo em plataforma de lançamento de outros ataques.

Depois de militantes somalis terem dito que se preparavam para enviar reforços à Al Qaeda, o Iêmen reforçou sua segurança costeira. O país enfrenta uma rebelião muçulmana xiita no norte e protestos separatistas no sul.

O conflito com os rebeldes xiitas do norte - que se queixam de marginalização social, econômica e religiosa - já deixou centenas de mortos e levou ao desalojamento de dezenas de milhares de pessoas.

Os rebeldes disseram que aviões de guerra sauditas mataram 16 iemenitas em ataques aéreos nos últimos dois dias na região de fronteira.

A Arábia Saudita se envolveu no conflito em novembro, quando rebeldes fizeram uma incursão até o outro lado da fronteira, ingressando no território do maior exportador de petróleo do mundo.

Os rebeldes Houthi -- assim chamados em função de seu líder, Abdul-Malik al-Houthi -- disseram em seu site na Internet que seis pessoas foram mortas e outras seis ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, quando os ataques destruíram duas casas no domingo.

Um dia antes, ataques mataram dez pessoas e feriram outras 13 em uma feira livre, disseram os rebeldes em comunicado separado. Não foi possível obter declarações imediatas de representantes do Ministério da Defesa saudita.

No sul do Iêmen, de maioria sunita, as forças do governo têm tido choques esporádicos com manifestantes separatistas que lutam pela independência do sul do Iêmen.

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