Forças do Iêmen matam ao menos 11 rebeldes ligados à Al Qaeda

Por Mohammed Ghobari SANAA (Reuters) - Forças do Iêmen entraram em confronto com rebeldes xiitas, matando 11 no país onde, segundo temem Washington e Riad, a Al Qaeda está se fortalecendo. O presidente do Iêmen reiterou o chamado aos rebeldes pelo fim da violência.

Reuters |

"Onze terroristas foram mortos e vários foram feridos em operações contra terroristas em várias regiões do Iêmen", disse uma fonte do governo à Reuters nesta sexta-feira.

Um site de notícias disse que as forças do Iêmen destruíram uma "base terrorista" em Saada, no norte do país, na quinta-feira.

Rebeldes xiitas do Norte se rebelaram contra o governo em 2004, por conta, segundo eles, da marginalização social, econômica e religiosa.

O conflito, que já matou centenas e desalojou dezenas de milhares de pessoas, chegou à vizinha Arábia Saudita em novembro, quando os rebeldes fizeram una incursão dentro do maior exportador de petróleo do mundo.

O Iêmen, que também enfrenta sentimentos separatistas no Sul, está no foco das atenções mundiais desde que a célula da Al Qaeda no país declarou estar por trás da tentativa de explodir um avião de passageiros norte-americano no Natal.

A tentativa frustrada, feita por um nigeriano que afirmou ter recebido treinamento e equipamento no Iêmen, lembrou aos Estados Unidos e à Arábia Saudita que a Al Qaeda vai explorar a instabilidade em países árabes pobres.

As ações de quinta-feira no país destruíram um grupo de veículos rebeldes perto da cidade de Saada. Foi visto fogo na área. Um carro que transportava munição foi destruído.

Uma fonte do governo afirmou que rebeldes foram mortos por um atirador de elite e outros morreram quando uma bomba explodiu prematuramente. Segundo rebeldes, uma criança foi morta num ataque aéreo saudita.

FIM DA VIOLÊNCIA

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, numa mensagem de Ano Novo publicada pelo jornal do governo, fez um chamado para que os rebeldes do Norte e os separatistas do Sul abandonassem a violência. Ele pediu que qualquer um tentado pela mensagem da Al Qaeda reconsidere tal caminho.

"Chegou a hora de abaixar as armas e ser bons cidadãos", escreveu Saleh.

Ele pediu ainda que os rebeldes aceitem um cessar-fogo, libertem prisioneiros, devolvam material militar roubado e concordem em não mais atacar território saudita.

"Se aceitarem o chamado de paz, o Estado vai estender a sua mão pela paz", afirmou Saleh.

Os rebeldes, que costumam denunciar ataques dos governos do Iêmen e da Arábia Saudita, declararam num comunicado por email que resistiram a avanços sauditas perto da fronteira, mataram soldados e explodiram veículos.

O porta-voz do Ministério da Defesa saudita disse duvidar que isso seja verdade.

Riad é aliado do Iêmen, mas nega dar ajuda militar ao país vizinho. Diz que o que faz é defender o seu território contra os rebeldes.

(Reportagem por Mohammed Ghobari, em Sanaa, e Souhail Karam, em Riad)

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