Forças de segurança palestinas temem que Hamas assassine dirigentes da ANP

Gaza, 4 out (EFE) - Forças de segurança palestinas na Cisjordânia adotaram medidas de segurança excepcionais devido ao temor de que membros do movimento islâmico Hamas possam assassinar dirigentes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) ou do Fatah.

EFE |

A notícia foi publicada no jornal pan-árabe "Asharq al-Awsat", editado em Londres e que cita membros do Hamas na Cisjordânia que ameaçaram tomar à força o território controlado pela ANP, da mesma forma que fizeram com a Faixa de Gaza em junho de 2007.

A reportagem também menciona seguidores do movimento islâmico que se queixaram de "que a opressão imposta pelos serviços de segurança não durarão muito", e que os corpos de segurança, leais ao presidente da ANP e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, "não aprenderam a lição do que aconteceu em Gaza".

Enquanto isso, o dirigente do Hamas e ex-ministro de Assuntos Exteriores da ANP, Mahmoud Zahar, disse hoje que "as ações voltadas a acabar com o Hamas serão respondidas".

Ele afirmou que nos territórios palestinos "há um estado de ódio contra as forças de segurança por parte das famílias dos membros que foram detidos e torturados".

O movimento islâmico acusou hoje Abbas de não estar interessado no diálogo nacional, enquanto continua com a detenção de seguidores do Hamas na Cisjordânia.

"O Fatah e Abbas jogam por terra todos os esforços nacionais dirigidos a acabar com as detenções políticas", disse um porta-voz do Hamas em Gaza, Fawzi Barhum.

Além disso, acusou o Fatah e seus corpos de segurança na Cisjordânia de terem aumentado as detenções de membros do Hamas, "principalmente no mês passado, no qual 147 membros do Hamas foram detidos e torturados".

O porta-voz islâmico acrescentou que seu grupo libertou, recentemente, cerca de 30 membros do Fatah que tinham sido detidos em julho.

Além disso, criticou a política seguida por seus oponentes na Cisjordânia, da qual disse que "faz duvidar das intenções do Fatah sobre o diálogo nacional que deve começar no Cairo".

O Governo egípcio faz a mediação entre as facções palestinas para obter o fim das tensões e da divisão política na Cisjordânia e em Gaza. EFE sar/db

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