Jerusalém, 4 dez (EFE).- Oito pessoas ficaram feridas no despejo pelas forças de segurança israelenses de colonos e ultra-direitistas judeus que estava dentro de um prédio na cidade cisjordaniana de Hebron, informou o Canal 10 de televisão.

Três deles ficaram feridos na cabeça durante o processo de expulsão, no qual houve resistências entre os efetivos de segurança e jovens radicais, segundo as imagens de televisão.

Quinhentos policiais de fronteiras e soldados conseguiram retirar vários colonos, mas um pequeno núcleo continua no imóvel.

Cerca de 12 famílias moram neste edifício de cinco andares, às quais tinham se juntado, nas últimas semanas, vários ultranacionalistas de direita, até somar mais de 200 pessoas.

Enquanto isso, jovens palestinos jogam pedras contra o imóvel a partir do lado oposto da entrada principal, onde se amontoam os policiais israelenses.

A atuação das forças de segurança ocorreu depois que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, se reuniu de manhã com os dirigentes dos colonos, sem chegar a um acordo para que saíssem do prédio de forma pacífica.

O edifício foi ocupado por colonos judeus em março de 2007, sem autorização governamental.

A propriedade do imóvel está em disputa, mas a Corte Suprema ordenou, em 16 de novembro, a desocupação em até três dias.

As autoridades israelenses tinham evitado, até o momento, efetuar a evacuação para aproveitar o "fator surpresa", segundo fontes militares.

Desde então, Hebron tinha se transformado em palco, ainda mais freqüente, de choques entre a população local palestina e colonos judeus apoiados por ultradireitistas israelenses, que deixaram dezenas de feridos.

Em Hebron, vivem cerca de 110 mil palestinos e aproximadamente 500 judeus, protegidos pelo Exército israelense, que tem três militares para cada colono no local. EFE ap/an

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