Forças de segurança do Paquistão patrulham área de violência contra cristãos

Islamabad, 2 ago (EFE).- Membros das forças de segurança paquistanesas patrulham hoje a cidade de Gojra, que foi cenário no sábado de um foco de violência religiosa durante o qual sete cristãos morreram devido ao incêndio de suas casas.

EFE |

Segundo o canal "Geo TV", um porta-voz oficial disse que a situação já está sob controle e que melhorará ainda mais, apesar dos cristãos terem levado hoje os cadáveres pelas ruas para pedir a detenção dos responsáveis.

Os distúrbios ocorreram no sábado à tarde em Gojra, que tinha sido palco de violência religiosa desde quinta-feira, dia no qual, segundo os muçulmanos, vários cristãos profanaram um exemplar do Corão.

"Alguns muçulmanos locais acusaram Talib Masih, Mukhtar Masih e Imran Masih de queimar o Corão. Os acusados negaram veementemente, mas uma multidão de muçulmanos zangados liderados por pregadores queimaram várias casas de cristãos", denunciou, em comunicado, a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão.

Durante os distúrbios, mais de 50 casas de cristãos e uma igreja foram incendiadas por uma multidão que se reuniu em uma praça e depois marchou para a cidade habitada pelos cristãos.

Os agressores colocaram fogo em várias casas e, embora a maioria dos residentes tenha conseguido escapar, pelo menos sete pessoas morreram nos incêndios.

Diante do ocorrido, o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, ordenou hoje que o ministro de Minorias, Shahbaz Bhatti, vá à área para contribuir na normalização da situação, segundo um comunicado presidencial.

Zardari aproveitou para fazer uma chamada à concórdia, mas mostrou sua preocupação com as vítimas da violência e pelos "sinais equivocados que (os eventos) enviam sobre o país à comunidade internacional", segundo a nota.

Os distúrbios são já objeto de uma investigação judicial, o que, de acordo com Zardari, "dará um pouco de conforto às vítimas" e servirá para levar os culpados à Justiça.

Por enquanto, a Polícia registrou uma denúncia contra 17 pessoas identificadas e outras 783 não identificadas sob a acusação de assassinatos, tentativas de assassinato e terrorismo, após a suposta participação nos distúrbios.

Além disso, as forças de segurança detiveram cerca de 100 pessoas pelos fatos, segundo fontes oficiais. EFE igb-daa/an

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