Forças da Otan libertam 20 reféns de piratas somalis

Por Alison Bevege A BORDO DO CORTE-REAL (Reuters) - Militares holandeses libertaram neste sábado 20 reféns iemenitas e prenderam por um breve período sete piratas que forçaram seus prisioneiros a navegar em um navio mãe, atacando barcos no Golfo de Áden, disseram autoridades da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Reuters |

As gangues marítimas capturaram dezenas de navios, mantiveram centenas de marinheiros como reféns e obtiveram milhões de dólares em resgates nos últimos meses, apesar de um destacamento sem precedentes de navios estrangeiros na costa Leste africana.

O tenente-comandante da Otan Alexandre Fernandes, falando a bordo do navio de Guerra português Corte-Real, afirmou que os 20 pescadores foram resgatados após uma fragata na marinha holandesa, em patrulha da Otan, ter respondido a um ataque de um navio-tanque grego por parte de piratas, que fizeram disparos de rifle e granadas contra a embarcação.

O navio holandês, o HNLMS De Zeven Provincien, perseguiu os piratas, que estavam em um pequeno barco, até o "navio mãe," uma embarcação pesqueira iemenita que tinha sido seqüestrada.

"Libertamos os reféns, a embarcação e apreendemos armas", afirmou Fernandes. O Corte-Real também está em missão da Otan.

Ele afirmou que os reféns estavam sob o poder dos piratas desde a semana passada. As tropas prenderam brevemente e interrogaram sete agressores, disse ele à Reuters, mas não tinham poder legal para mantê-los sob custódia.

"Eles só podem prendê-los se os piratas forem da Holanda, as vítimas forem da Holanda ou se estiverem em águas holandesas", explicou Fernandes.

Ele disse que um lança-granadas não utilizado foi encontrado a bordo do navio-tanque, o MT Handytankers Magic, de bandeira das Ilhas Marshall mas gerenciado pela Roxana Shipping SA, da Grécia.

Na sexta-feira, cinco homens armados em uma embarcação aproximaram-se de um cargueiro dinamarquês, o MV Puma, no Golfo de Áden, fazendo navios de guerra norte-americanos e sul-coreanos mandarem aeronaves ao local.

Na semana passada, piratas somalis capturaram dois navios e abriram fogo contra outros dois. Uma fragata francesa prendeu 11 agressores na quarta-feira, frustrando outro ataque.

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