Forças Armadas reafirmam apoio a Chávez após denúncias de golpe

O ministro da Defesa venezuelano, general Gustavo Rangel, afirmou que as Forças Armadas estão unidas em torno do presidente Hugo Chávez, após o surgimento de denúncias, nesta quinta-feira, sobre um suposto complô contra o governo, que incluiria militares da ativa e da reserva.

AFP |

"As Forças Armadas estão hoje mais fortalecidas e unidas do que nunca", afirmou Rangel em uma coletiva de imprensa, onde apareceu acompanhado pelos principais chefes militares.

Três altos oficiais militares aparecem conversando sobre um suposto golpe e sobre o eventual assassinato de Chávez em um vídeo divulgado nesta quinta-feira.

Rangel disse que, ao envolver o Exército no complô, os setores supostamente implicados na tentativa de desestabilizar o país queriam "nos dividir, nos enfrentar" e "buscam atacar as Forças Armadas".

"Devemos nos manter firmes diante destes ataques", continuou o ministro.

Em relação à denúncia, o ministro informou que "a promotoria militar já está investigando" os envolvidos e disse que pelo menos seis oficiais estão sendo submetidos a interrogatório.

Os interrogados são, "em sua maioria, oficiais reformados, mas há alguns da ativa", segundo Rangel, que não revelou quantas pessoas estão sendo investigadas no caso.

"Da ilha de Bonaire (Antilhas Holandesas) nos informam que pousou um avião há sete minutos, e há pessoas que podem estar ligadas ao vídeo", que serão interrogadas pela promotoria, disse ainda o ministro.

Rangel advertiu que isso "não é uma caça às bruxas", e que a promotoria militar se dedica a "cumprir com o devido processo com respeito absoluto aos direitos humanos".

Por último, garantiu que as forças sob seu comando "estão sempre alertas", e que "os quartéis estão tranquilos e trabalham com normalidade". "Temos as armas e temos o controle", concluiu.

cd/ap/LR

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