La Paz, 12 set (EFE).- As Forças Armadas da Bolívia advertiram hoje que não tolerarão mais a ação de grupos radicais, que provocaram conflitos no país e atentaram contra a segurança nacional, em meio à violenta onda de protestos registrada no país.

"Advertimos que não vamos tolerar mais a ação de grupos radicais violentos que só estão gerando o enfrentamento entre bolivianos, provocando dor e luto entre irmãos e atentando contra a segurança nacional", disse o comandante-em-chefe das Forças Armadas, general Luis Trigo Antelo.

Antelo se pronunciou em coletiva de imprensa junto ao alto comando militar, na qual também rejeitaram a "intromissão" do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em assuntos internos da Bolívia.

Antelo assinalou que qualquer movimento de tropas, material ou equipamento militar no país obedece a operações que têm o "único propósito de garantir a vigência do império da Carta Magna como é estabelecido por nossa missão constitucional".

Alguns desses movimentos foram realizados nas últimas horas nos campos e poços petroleiros, onde a segurança oferecida pelo Exército até agora foi rechaçada por manifestantes que ocupam há vários dias uma grande quantidade de instalações.

As Forças Armadas têm a ordem do presidente Morales de não usar armas de guerra contra os manifestantes, que suscitaram a onda de protestos há três semanas, bloqueando estradas e fechando fronteiras com Brasil, Paraguai e Argentina.

Trigo lembrou que durante os últimos 26 anos as Forças Armadas têm "garantido a democracia" e "o império da Constituição", por isso, respeitam o modelo democrático porque entendem que é o melhor sistema político de "convivência entre os homens".

Ele afirmou que o fato de "não ter atuado com violência ou usado armas" contra o povo boliviano durante a onda de protestos, não significa que as Forças Armadas estejam contra a ordem constitucional.

Segundo ele, em cumprimento da norma máxima, os militares garantirão o "patrimônio da nação, o funcionamento do aparelho estatal e dos serviços públicos assim como a conservação dos recursos estratégicos". EFE ja/bm/rr

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