Forças Armadas de Honduras recomendam diálogo a superiores

Tegucigalpa, 29 set (EFE).- O chefe do Estado-Maior Conjunto hondurenho, general Romeo Vásquez, afirmou hoje que as Forças Armadas do país recomendam a seus superiores o diálogo e afirmou que foram tomadas todas as medidas necessárias para evitar que o país sangre.

EFE |

"O diálogo deve prevalecer o tempo todo, não somente em um momento determinado, é parte de todo um processo e isso é o que sempre analisamos e recomendamos a nossos superiores", disse Vásquez em declarações a jornalistas.

Segundo o general, as autoridades de fato mantêm conversas com diferentes setores políticos, econômicos e sociais que mostraram "anuência" em sentar para conversar.

"Nós, como instituição, temos a obrigação de apoiar nossos superiores nesse diálogo e os resultados do mesmo. É o que a instituição continuará apoiando no marco da lei e da constituição", disse.

O chefe do Estado-Maior, destituído por Zelaya quatro dias antes do golpe de Estado em uma ação invalidada pela Justiça hondurenha, ressaltou que "o diálogo sempre é factível" e que "Honduras deve retornar à normalidade".

Sobre a suspensão no último final de semana de várias garantias constitucionais, Vásquez afirmou que "estão sendo tomando todas as medidas necessárias a fim de evitar que este país sangre".

Em alusão ao presidente deposto, Manuel Zelaya, o general afirmou que houve "chamados à insurreição" no sábado e domingo e que "isso é perigoso para Honduras".

"O importante em todo caso é manter a paz e a ordem pública no país", afirmou.

No final de semana passado, o Governo de fato hondurenho estabeleceu um toque de recolher que suspende várias garantias constitucionais, entre elas as liberdades de reunião, imprensa e circulação. EFE jlp/bba

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