Fora do G20, Zapatero defende presença latina em reformas financeiras

San Salvador, 30 out (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, defendeu hoje que a América Latina e a 18ª Cúpula Ibero-americana deveriam ter maior relevo nas reformas financeiras internacionais -sem mencionar a cúpula de novembro do G20, em Washington, à qual a Espanha não foi convidada.

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Zapatero também não fez menção à aspiração espanhola, manifestada diversas vezes anteriormente, de ser incluída na reunião do G20.

Ele também pediu, em seu discurso na cúpula realizada em San Salvador, que se leve em conta a nova realidade geopolítica mundial na hora de definir as reformas do sistema financeiro internacional e de determinar os grupos de decisão que hão de impulsionar essas mudanças.

Durante a cúpula, José Luis Zapatero recebeu o apoio explícito de vários colegas ibero-americanos a seu desejo de estar em Washington, em 15 de novembro.

Zapatero reiterou propostas como a redefinição do papel do Fundo Monetário Internacional para que intensifique uma função preventiva uma maior transparência nos mercados, mais coordenação dos supervisores nacionais e injeção de liquidez para impulsionar a reativação econômica.

"O mito da desregulação", disse, "tornou possível (...) que, em vez de ser útil à economia produtiva, o sistema financeiro internacional tenha acabado perturbando-a seriamente", disse.

O presidente do Governo espanhol afirmou ainda que os países de região ibero-americana enfrentam esta crise em melhores condições do que em outras ocasiões.

Esse foi um dos argumentos que utilizou para considerar que a região ibero-americana teria que participar da tomada de decisões para reformar o sistema financeiro internacional.

Ele considerou que ainda há "muito o que fazer" para conseguir erradicar problemas como a pobreza juvenil ou o abandono da educação na região.

Além de elogiar a aprovação, na capital salavadorenha, do Plano Ibero-americano de Cooperação e Integração da Juventude 2009-2015, afirmou que, somente em 2008, a Espanha está investindo, para promoção de infra-estruturas científicas e tecnológicas, US$ 1,95 bilhões na América Latina.

Por fim, o chefe de Estado espanhol defendeu a culminação dos acordos entre a UE e América Central, a Comunidade Andina e o Mercosul. EFE bb-nl/jp

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