Redação Central, 5 ago (EFE). - Após o anúncio do seu corte dos Jogos Olímpicos de Pequim, a judoca brasiliense Érika Miranda lamentou a sua ausência na competição, mas disse já pensar em 2012.

Uma ressonância magnética realizada hoje acusou uma lesão combinada dos ligamentos cruzado anterior e colateral medial do joelho direito.

"É uma pena o sonho acabar assim. Participar dos Jogos Olímpicos é um resumo de toda a minha vida até aqui. Mas sei que terei uma segunda chance para participar", disse a atleta da categoria até 52 kg.

Érika se machucou em 22 de julho, no último treino antes do embarque para o período de aclimatação no Japão. Apesar do corte, a judoca do Minas Tênis Clube permanecerá com a delegação brasileira em Pequim e fará sessões de fisioterapia na Vila Olímpica até sua volta para o Brasil.

O médico da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Wagner Castropil, afirmou que se trata se uma lesão séria e Érika precisará passar por uma cirurgia.

"É uma lesão séria, com necessidade de cirurgia para recuperação plena. Ela deve voltar a treinar entre quatro e seis meses. Nas próximas três semanas, ela ainda fará fisioterapia e será reavaliada", afirmou.

Já o coordenador técnico da CBJ, Ney Wilson, lamentou o corte da judoca. A decisão foi tomada em conjunto com o Comitê Olímpico Brasileiro, em reunião com o chefe da Missão brasileira em Pequim, Marcus Vinícius Freire, e o médico chefe do COB, Dr. João Grangeiro.

"A Érika foi a primeira judoca do Brasil a se classificar para Pequim, já que foi prata no Pan e quinta no Mundial. Para nós, da comissão técnica, é um sofrimento grande dar essa notícia. Mas tomamos a decisão para preservar a integridade física dela e não prejudicar a continuidade de sua carreira", disse Ney.

O coordenador técnico também afirmou que não será chamada nenhuma substituta para o seu lugar. Desta forma, está descartada a ida a Pequim da reserva de Érika, Andressa Fernandes, que está no Brasil.

A atleta recebeu a notícia às 23h de Pequim (12h de Brasília) e chorou muito. Segundo a técnica Rosicléia Campos, a meio-leve fez questão de informar às companheiras de equipe.

"A reação dela foi muito bonita de se preocupar com as outras cinco. Eu disse às outras meninas que tudo o que Érika queria era uma chance de entrar no tatame e lutar em Pequim e ela não vai ter.

Então que todas aproveitem essa chance que terão e dêem o máximo", disse a treinadora.

"Se estamos passando por mais essa dificuldade é por algum motivo. Vamos superar a tristeza. Eu continuo acreditando muito num belo resultado do judô feminino do Brasil", completou. EFE plc/rd

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