Foguetes atingem Israel após ataque aéreo contra Gaza

Ataques israelenses contra o Hamas destroem casas e matam dois em Gaza; palestinos respondem com foguetes

iG São Paulo |

Militantes palestinos dispararam onze foguetes contra Israel nesta sexta-feira, horas depois de um bombardeio aéreo contra alvos do Hamas ter matado um civil palestino e seu filho de 12 anos.

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Palestinos carregam corpo de homem morto em ataque aéreo de Israel contra o Hamas

Os foguetes caíram no território israelense mas não deixaram mortos e nem feridos, informaram militares de Israel. Sirenes de alerta contra ataques e abrigos têm ajudado a manter baixos os números de mortos civis no sul de Israel, próximo à Faixa de Gaza.

Os combates começaram na quinta-feira, quando dois militantes palestinos foram mortos dentro de um carro bombardeado . Um dos mortos era ligado ao grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e que Israel acusou de estar planejando o envio de homens armados para se infiltrarem no território israelense via península do Sinai, no Egito.

Outro bombardeio israelense se seguiu na madrugada desta sexta-feira, atingindo um campo de treinamento do Hamas na Cidade de Gaza. A explosão destruiu uma casa vizinha, matando seu proprietário e ferindo a mulher dele e seis crianças. Um dos feridos morreu por conta dos ferimentos no fim do dia na sexta-feira.

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Outras casas também foram atingidas pela explosão e um total de 25 pessoas ficaram feridas. "Responsabilizamos totalmente o governo da ocupação sionista (Israel) por esse crime e por esta nova escalada", disse Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas.

Os militares israelenses emitiram um comunicado nessa sexta-feira, expressando pesar pelos danos provocados a transeuntes, mas culpando o Hamas pela escolha "de operar inserido em uma população civil, usando-os como escudos humanos para proteger suas ações."

Em Gaza, o premiê Ismail Haniyeh condenou o que qualificou como um "injustificada e seriamente crescente ação do inimigo sionista". Em discurso na sexta-feira em uma mesquita, ele afirmou que o Egito estava ajudando a mediar negociações para colocar fim a essa nova rodada de combates.

Na Cisjordânia, nesta sexta, soldados israelenses usaram gás lacrimogêneo contra uma manifestação que reuniu cerca de cem palestinos, atingindo um dos manifestantes com um cartucho do gás, informou um ativista israelense que estava no protesto.

O Hamas rejeita qualquer negociação de paz com Israel, mas no passado já propôs tréguas para tentar consolidar seu domínio sobre Gaza e estabelecer um diálogo com a facção rival Fatah, que governa a Cisjordânia.

AP
Policial israelense dispara gás lacrimogêneo contra manifestantes palestinos na Cisjordânia

Nos últimos meses, Israel passou a se preocupar também com a infiltração de militantes pela península do Sinai, onde a vigilância militar egípcia se deteriorou em meio às turbulências políticas internas registradas desde o começo do ano.

Em agosto, homens armados saíram de Gaza, passaram pelo Sinai e entraram em Israel pelo extremo sul, matando oito pessoas. Nos combates que se seguiram, soldados israelenses entraram no território do Egito e mataram cinco policiais do país.

Com Reuters e AP

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