Foguete atinge cidade, e Israel promete retaliar

Por Dan Williams JERUSALÉM (Reuters) - Um foguete disparado da Faixa de Gaza caiu na terça-feira na cidade portuária israelense de Ashkelon, sem deixar feridos, segundo autoridades. Israel prometeu retaliar com grande força.

Reuters |

Ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque. Conter os foguetes do Hamas e de outros grupos militantes foi a principal justificativa de Israel para a recente ofensiva de 22 dias na Faixa de Gaza.

O Egito, que faz fronteira com Gaza e Israel, tenta mediar um cessar-fogo de longo prazo na região, depois da precária trégua declarada unilateralmente por ambas as partes em 18 de janeiro. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, exige a total reabertura das fronteiras e o fim do bloqueio econômico israelense. Já Israel quer participação internacional no combate ao contrabando de armas para Gaza.

O prefeito de Ashkelon, Benny Vaknin, disse à Rádio Israel que o foguete Grad "atingiu o coração de um bairro residencial", mas "felizmente caiu em uma área aberta".

Desde que a trégua foi declarada, os militantes palestinos já lançaram vários foguetes e morteiros contra Israel, além de terem provocado uma explosão que matou um soldado na fronteira. Os militantes dizem estar reagindo a bombardeios israelenses nesse período.

Por enquanto, no entanto, Israel evita uma nova ofensiva terrestre. Desde que a trégua foi declarada, três civis palestinos e um militante foram mortos.

O governo de Israel atribui a nova onda de violência ao Hamas, embora o grupo islâmico não tenha assumido a responsabilidade por nenhum ataque desde o cessar-fogo.

"O Hamas está brincando com fogo, e se houver uma escalada agora o Hamas não terá ninguém a culpar senão a si próprio", disse o porta-voz Mark Regev depois do ataque a Ashkelon. "O Hamas age deliberadamente para prejudicar a calma."

Os incidentes mostram também divisões dentro da coalizão governista israelense, a uma semana das eleições gerais no país.

A chanceler centrista Tzipi Livni, que é candidata a primeira-ministra, defende retaliações mais duras de Israel. Já seu rival centro-esquerdista Ehud Barak, ministro da Defesa, se manifestou contra o reinício da ofensiva terrestre. Ambos aparecem nas pesquisas atrás do líder direitista Benjamin Netanyahu, partidário de um confronto mais intenso.

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