FMI revisa para cima crescimento do Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou ligeiramente para cima a previsão de crescimento econômico do Brasil, em relatório divulgado nesta quinta-feira. Pelos cálculos do Fundo, a economia brasileira deve crescer 4,9% em 2008 - 0,1 ponto percentual a mais do que o estimado em abril deste ano.

BBC Brasil |

No próximo ano, as previsões são de que o Brasil cresça 4% - em abril, o FMI havia projetado um crescimento brasileiro de 3,7% para 2009.

Das projeções revistas pelo Fundo, o crescimento dos Estados Unidos foi a que sofreu maior correção entre os países industrializados.

A economia americana deve crescer 2,2% - 0,8 ponto percentual a mais do que o projetado em abril. A projeção foi revista com base em dados da primeira metade do ano que só ficaram disponíveis em julho.

O Fundo afirma que, apesar da previsão mais otimista para os Estados Unidos, "ainda assim projeta-se que a economia vai se contrair moderadamente" na segunda metade de 2008, já que o consumo será reduzido em decorrência do alto preço do petróleo e dos alimentos e por maiores restrições ao crédito.

'Posição difícil'

O Fundo também projeta para a economia global um crescimento acima do previsto em abril.

Pelos novos dados, a economia mundial crescerá 4,1% em 2008 e 3,9% no próximo ano - uma revisão para cima de 0,4 e de 0,1 ponto percentual, respectivamente.

Apesar da visão levemente mais otimista em comparação com as projeções feitas em abril, o FMI ressalta que "a economia global está em uma posição difícil".

Segundo o Fundo, os países avançados estão sofrendo com a queda no consumo, e os países emergentes lutam contra o aumento da inflação.

"O crescimento global deve se desacelerar de forma significativa na segunda metade deste ano, antes de começar a se recuperar em 2009", diz o relatório World Economic Outlook.

O Fundo revisou para cima o crescimento de todos os países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e de quase todos os países industrializados.

Entre as principais economias mundiais, a russa foi a que sofreu a maior revisão: deve crescer 7,7% em 2008, e não mais 6,8%, nas previsões do FMI.

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