FMI revê para baixo crescimento mundial em 2009

O crescimento econômico global em 2009 deve ser 0,8 ponto percentual menor do que o previsto em outubro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo a revisão das previsões do relatório World Economic Outlook divulgada nesta quinta-feira. Nos dados divulgados em outubro, o FMI previa um crescimento global de 3%, mas, segundo o órgão, as perspectivas de crescimento global se deterioraram durante o último mês e a confiança dos produtores e consumidores caiu.

BBC Brasil |

"Conseqüentemente, a economia mundial deve se expandir em 2,2% em 2009, uma queda de 0,8 ponto percentual em relação às projeções do World Economic Outlook em outubro", afirma o Fundo.

As previsões do FMI para as economias desenvolvidas do mundo também são pessimistas. De acordo com as novas estimativas, será a primeira vez que todos os países desenvolvidos terão uma contração desde a 2ª Guerra Mundial.

A atividade nas economias desenvolvidas deve registrar queda de 0,3% em 2009, também 0,8 ponto percentual abaixo da previsão de outubro.

"Esta seria a primeira contração anual durante o período do pós-guerra, embora a desaceleração seja comparável em magnitude, de um modo geral, àquelas ocorridas em 1975 e em 1982."
Apesar do pessimismo, o FMI prevê que a recuperação das perdas pode ter início no final de 2009.

Emergentes e Brasil
O FMI também reviu as previsões para as economias emergentes e para o Brasil e agora prevê uma desaceleração maior.

"Em economias emergentes, o crescimento deve desacelerar de forma sensível, mas ainda deve chegar aos 5% em 2009", afirmou a instituição.

O índice de crescimento em economias emergentes, de 5%, significa uma queda de 1 ponto percentual em relação à previsão de outubro.

Para o Brasil, a revisão dos dados de outubro, do relatório World Economic Outlook, chega a 0,5 ponto percentual. O crescimento do país previsto para 2009, segundo os novos dados do FMI, será de 3%.

A revisão também foi pessimista para a China. Segundo o FMI, a previsão de crescimento para o país em 2009 é de 8,5%, uma queda de 0,8 ponto percentual em relação à previsão de outubro.

Confiança
O FMI também mudou sua previsão para a média do preço do barril de petróleo, dos US$ 100 para US$ 68, para refletir a recente queda nos preços do produto.

Segundo a revisão divulgada pelo FMI nesta quinta-feira, além do impacto direto da crise financeira, a atividade econômica está desacelerando também devido à queda na confiança.

"À medida que a crise financeira se torna mais resistente, residências e companhias estão antecipando cada vez mais um período prolongado de perspectivas ruins para empregos e lucros", afirma o documento do FMI.

"Como resultado, eles estão reduzindo o consumo, principalmente de bens duráveis e investimentos."
O Fundo afirma ainda que, em relação a todas as medidas que já foram anunciadas, existe a "necessidade de um estímulo às políticas macroeconômicas de apoio ao crescimento e capazes de garantir um ambiente adequado para restaurar a saúde dos setores financeiros".

Para o FMI, as políticas para o setor financeiro também podem ser "reforçadas, esclarecidas e melhor coordenadas e, assim, estimular uma recuperação mais rápida dos empréstimos e da demanda".

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