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FMI quer teste de estresse de bancos europeus

O Fundo Monetário Internacional quer que os bancos europeus se submetam a testes de estresse semelhantes aos aplicados às instituições dos Estados Unidos para avaliar a solidez do setor, duramente atingido pela crise, indicou nesta terça-feira Marek Belka, chefe do departamento europeu do fundo.

AFP |

Estes testes seriam realizados por supervisores nacionais em todos os países europeus, explicou Belka, ao apresentar em Paris um relatório do FMI sobre as perspectivas econômicas européias.

"Os poderes públicos (europeus) devem (...) submeter suas instituições financeiras a testes de estresse, e obrigá-las a reconhecer seus prejuízos e a se recapitalizar se for necessário", destacou, defendendo a realização de uma "faxina de primavera urgente e minuciosa" nos bancos.

Os "testes de resistência" feitos nos Estados Unidos serviram para analisar se os bancos deste país dispõem de capital suficiente para fazer frente à degradação de seus balanços, provocada pela crise financeira e pela desvalorização de seus ativos.

Os resultados, divulgados este mês, estabeleceram que 10 dos 19 bancos testados precisavam reforçar seus capitais próprios, num montante final de 75 bilhões de dólares.

O FMI agora pede a aplicação do mesmo procedimento para analisar a situação dos bancos europeus, com o objetivo de não comprometer a recuperação da economia depois da crise por falta de crédito no mercado financeiro.

O relatório apresentado nesta terça-feira prevê uma reativação da economia européia a partir do segundo semestre de 2010, desde que os poderes públicos adotem "novas medidas" para apoiar o setor financeiro e flexibilizar o crédito.

O FMI insiste ainda na necessidade de um reconhecimento "crível" das perdas registradas pelos bancos e na recapitalização de instituições "viáveis", que eventualmente receberiam ajuda pública.

Segundo as projeções do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) do continente europeu sofrerá uma contração média de 4,2% em 2009 e de 0,1% em 2010.

O PIB da zona do euro, formada por 16 países, deve cair 4,2% este ano e 0,4% em 2010, de acordo com os cálculos do fundo.

As maiores economias do continentes serão duramente atingidas: a Alemanha deve registrar uma recessão de 5,6% em 2009 (e de 1% em 2010), e a França, de 3% (com uma recuperação de 0,4% em 2010).

Os países emergentes da Europa (tanto membros da União Européia quanto não membros) também pagarão um preço alto por causa da crise, com uma contração média de 4,9%, que chegará a 12% na Letônia e a 10% na Estônia em 2009.

A reativação desses países, que segundo o FMI crescerão 0,7% em 2010, "pode ser mais acentuada que nos países avançados da Europa", afirma o relatório.

jt/ap

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