FMI investiga Strauss-Kahn sobre affair, diz jornal

PARIS (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) está investigando seu chefe, Dominique Strauss-Kahn, para saber se ele abusou do posto no relacionamento com uma subordinada, informou neste sábado o Wall Street Journal. O FMI está nos holofotes porque vários países se voltaram ao organismo em busca de recursos para ajudar a aliviar os efeitos da crise financeira global.

Reuters |

O jornal diz que o FMI contratou a firma de advocacia Morgan, Lewis & Bockius LLP em agosto para fazer a investigação, que deve ser concluída até o final de outubro.

A investigação foi solicitada por A. Shakour Shalaan, que representa o Egito e outros países árabes na diretoria do FMI, com a assessoria de representantes dos Estados Unidos e da Rússia, segundo o jornal.

Em comunicado, Strauss-Kahn, um respeitado economista, disse: "Eu tenho cooperado e continuo a cooperar com o conselho externo sobre essa questão".

Ele acrescentou que "o incidente que ocorreu em minha vida privada" foi em janeiro de 2008. "Em nenhum momento eu abusei de minha posição como diretor-gerente do Fundo", sustentou.

Segundo o The Wall Street Journal, o caso estava provocando ceticismo entre membros do FMI porque nem todos os diretores sabiam da investigação até sexta-feira.

A investigação está ligada ao relacionamento de Strauss-Kahn com Piroska Nagy, que à épora era uma importante autoridade do Departamento da África no FMI. Ela renunciou em agosto, enquanto o FMI reduzia o tamanho de sua equipe.

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