FMI ignora calote e entrega mais US$ 400 mi ao Zimbábue

Harare, 4 set (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) entregou ao Zimbábue US$ 400 milhões dos US$ 510 milhões reservados ao país, dois meses depois de ter dito que não emprestaria mais dinheiro à nação até que o Governo pagasse todos os créditos recebidos anteriormente, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Segundo o governador do Banco Central do Zimbábue, Gideon Gono, o dinheiro foi entregue após "delicadas conversas" com autoridades do órgão multilateral de crédito, que, aparentemente, desembolsarão os US$ 110 milhões restantes na próxima semana.

"O Banco Central do Zimbábue recebeu o dinheiro e, como conselheiros do Governo, estamos pesquisando minuciosamente o que fazer com ele antes de usá-lo", declarou Gono ao "Herald", jornal chapa-branca que disse que as conversas com o FMI começaram meses atrás.

O FMI não empresta dinheiro ao Zimbábue desde 1999. O motivo é um calote que já chega a US$ 130 milhões.

Em julho deste ano, um grupo de representantes do FMI que visitou o país confirmou que o órgão não faria mais empréstimos ao Zimbábue até que as autoridades honrassem seus compromissos.

Porém, disse que continuaria prestando "assistência técnica e dando conselhos em matéria de política econômica".

Segundo o "Herald", os créditos desembolsados serão usados para "evitar os efeitos da recessão mundial" e apoiar o programa de revitalização do Zimbábue, que sofreu uma década de instabilidade na política e na economia. EFE rt/sc

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