Flórida retomará execuções de pena de morte em julho

Miami, 20 mai (EFE).- O estado da Flórida (Estados Unidos) retomará em julho as execuções de pena de morte com um homem condenado por seqüestrar, violar e matar uma criança de origem hispânica, em 1991.

EFE |

Charlie Crist, governador do estado, assinou a ordem de execução de Mark Dean Schwab, que receberá uma injeção letal no dia 1º de julho, às 20h00 de Brasília, na prisão estatal de Starke, ao norte de Miami, segundo um comunicado divulgado hoje.

As execuções na Flórida estavam suspensas desde 14 de dezembro de 2007, quando a Corte Suprema dos EUA concedeu a Schwab, de 40 anos, um pedido para adiar sua execução, até que a corte se pronunciasse sobre a questão da possível inconstitucionalidade do método de injeção letal.

O máximo tribunal do país rejeitou no início de maio o argumento de dois condenados a morte em Kentucky de que a injeção letal era um castigo cruel e desumano e, portanto, anticonstitucional.

Na Flórida, os réus são executados com um coquetel mortal composto por pentotal de sódio para induzir a inconsciência; brometo, que relaxa os músculos da vítima para evitar seus movimentos involuntários, e cloreto de potássio que paralisa o coração.

Schwab será executado pelo assassinato em primeiro grau, com abuso sexual e seqüestro de Junny Omar Ríos-Martínez, de 11 anos, que ocorreu em 18 de abril de 1991, em Cocoa (Flórida).

Um mês antes do fato, Schwab havia saído da prisão após cumprir três anos de uma condenação de oito anos por um crime com agravante, cometido em 1987.

O resto de sua sentença foi alterado para 15 anos de liberdade condicional.

Sua execução será a primeira do estado depois que o ex-governador da Flórida Jeb Bush suspendeu a condenação, em 15 de dezembro de 2006, quando foram registrados erros na execução do porto-riquenho Ángel Nieves Díaz, que demorou 34 minutos para morrer, quase o dobro do normal.

O caso de Nieves Díaz obrigou o ex-governador a adiar as execuções, até que uma comissão examinasse o uso da injeção letal e garantisse que o método cumpre com o previsto na oitava emenda da Constituição dos EUA, que proíbe que a execução seja um castigo cruel e incomum. EFE sob/fb

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