Miami, 14 jan (EFE).- Pelo menos 11 haitianos que ficaram feridos pelo terremoto que devastou a ilha caribenha na terça-feira passada foram transferidos a um hospital do sul da Flórida (Estados Unidos), enquanto o estado americano, por sua vez, enviou as primeiras equipes de socorro ao país.

Por enquanto permanecem internados no hospital Jackson Memorial de Miami "11 pacientes, entre eles uma criança, com ferimentos consideráveis", informou hoje à Agência Efe Lorena Nelson, relações-públicas da instituição.

Um dos médicos que acompanhava os feridos descreveu, em sua chegada ontem à noite ao aeroporto de Fort Lauderdale (norte de Miami), a situação de destruição em que está imerso o Haiti e os estragos causados pelo terremoto.

"É devastador. O país está completamente devastado, nunca vi nada parecido em minha vida", disse à imprensa Leo Harris, médico da Universidade de Miami, que viajou ao Haiti acompanhado de estudantes universitários.

O condado de Miami-Dade, por sua vez, enviou hoje ao Haiti uma equipe de 80 pessoas para ajudar nas tarefas de socorro e busca de sobreviventes entre os escombros dos edifícios, trabalho para o qual utilizará uma unidade de cães rastreadores.

A equipe que partiu para a ilha, cuja capital, Porto Príncipe, está destruída em consequência do terremoto, compõe-se de engenheiros civis, médicos, bombeiros e especialistas em operações de resgate.

Além disso, o corpo de bombeiros de Miami iniciou as atividades de sua equipe de socorro de emergência, cuja primeira tarefa ao chegar hoje ao Haiti será estabelecer um centro de operações que permita obter informações e enviá-las de forma imediata aos EUA.

A Guarda Costeira americana já se encontra na ilha caribenha realizando trabalhos de evacuação.

"Temos quatro embarcações e três helicópteros e, por enquanto, só estamos evacuando os cidadãos americanos" que se encontram na ilha, disse à Agência Efe James Harless, da guarda-costeira americana.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE emi/sa

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