Florestas achadas nos EUA provam destruição causada por aquecimento global

Londres, 9 set (EFE) - Seis florestas fossilizadas descobertas em minas de carvão nos Estados Unidos constituem as primeiras provas pré-históricas de como as selvas tropicais são destruídas pelo aquecimento global, e servem de alerta para a Amazônia. As florestas datam de 303,9 milhões a 309 milhões de anos, período de forte aquecimento global, o que permite aos pesquisadores comprovar os efeitos da mudança climática sobre uma paisagem pré-histórica, publicou hoje o jornal The Times. Segundo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Bristol, os fósseis encontrados a metros de profundidade nos estados americanos de Illinois e Kentucky indicam que essa paisagem era coberta por musgos, plantas herbáceas e outras espécies primitivas há 309 milhões de anos. Depois do aquecimento global, há 306,5 milhões de anos, a paisagem sofreu uma profunda transformação e as árvores foram substituídas por samambaias, segundo Falcon-Lang. As florestas primitivas, a maior das quais cobriu uma superfície de 10 mil hectares, tinham uma vegetação tropical muito semelhante à Amazônia, assinala o especialista britânico. Trata-se das maiores florestas fossilizadas do mundo. É extraordinário encontrar uma paisagem florestal de tal extensão perfeitamente conservada, explica Falcon-Lang.

EFE |

As florestas ficaram soterradas durante tremores de terra e a vegetação se manteve perfeita sob os sedimentos. As provas de sua existência podem ser vistas atualmente em mais de 500 minas.

Falcon-Lang classifica de extraordinária a experiência de caminhar pelos túneis dessas minas: "O carvão representa o solo sobre o qual crescia a floresta tropical. As árvores estão no teto e se vêem raízes penduradas".

Segundo o especialista, aquelas árvores enormes sofreram estresse e morreram por culpa do aquecimento global.

"A floresta tropical se arruinou durante esse período de aquecimento extremo. Os musgos desapareceram da noite para o dia e foram substituídos por emaranhados de samambaias. É o que pode acabar acontecendo na Amazônia", adverte o cientista. EFE jr/fh/db

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