Firma brasileira é acusada de violar direitos indígenas no Paraguai

Londres, 5 mai (EFE).- O diretor da organização britânica Survival, Stephen Corry, pediu hoje ao Governo paraguaio que não autorize uma empresa criadora de gado brasileira a operar em terras dos índios Ayoreo-Totobiegosode.

EFE |

A empresa Yaguarete Pora S.A. pediu autorização ao Ministério do Meio Ambiente do Paraguai para trabalhar em uma área onde vivem índios dessa tribo, que em sua maioria não estiveram em contato com a civilização.

Segundo Corry, "conceder a permissão violaria os direitos (dos índios) segundo o direito internacional e a Declaração da ONU sobre os Povos Indígenas".

A Yaguarete é proprietária dessas terras, mas o Governo paraguaio lhe retirou a licença no ano passado depois que foram publicadas fotos obtidas com satélite que mostram a destruição da floresta, e após pressões de várias organizações locais.

Segundo a Survival, a Yaguarete impediu que uma equipe do Ministério paraguaio entrasse no terreno.

A organização local GAT, de apoio aos índios, se pronunciou contra que o Governo paraguaio conceda uma nova licença à Yaguarete, alegando que, caso o faça, essa tribo seria exterminada.

A empresa anunciou recentemente seu propósito de manter uma "reserva ecológica" em parte da floresta que, segundo a Survival "está destruindo", mas que a firma qualifica de "puro engano".

Alguns índios Totobiegosode foram contatados e reivindicam os direitos legais de propriedade de suas terras, explica essa organização britânica dedicada à defesa de povos indígenas.

Até agora só ficaram protegidas algumas áreas muito pequenas, enquanto a maior parte da floresta está sendo destruída para deixar espaço à pecuária. EFE jr/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG