Finlândia quer aumentar investimentos e relações econômicas com o Brasil

Rio de Janeiro, 12 mai (EFE).- A Finlândia quer impulsionar e diversificar seus investimentos no Brasil, seu principal parceiro comercial na América Latina, afirmou hoje o primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen.

EFE |

"Nossas empresas têm capacidade de investir em toda América Latina, mas em todo o continente o Brasil é o mais importante", disse a jornalistas o chefe do Governo daquele país, logo depois de participar de uma conferência no Rio de Janeiro.

"Muitas empresas da Finlândia já operam no Brasil e muitas empresas que ainda não têm atividades aqui buscam oportunidades de negócios", afirmou.

Vanhanen realiza uma visita de três dias ao Brasil voltada para os negócios. Hoje, ele foi à sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), acompanhado por representantes de 21 grandes empresas e financeiras de seu país.

Um terço das importações finlandesas na América latina são do Brasil. Essas compras alcançaram, em 2007, 600 milhões de euros, concentradas principalmente em matérias-primas, combustíveis, alimentos e bebidas.

O saldo credor do Brasil deve aumentar significativamente nos próximos anos com a compra de 18 aviões fabricados pela Embraer, segundo as autoridades.

As vendas da Finlândia para o Brasil chegaram a 500 milhões de euros, principalmente de maquinarias, papel e metais.

Mas a participação do Brasil nas importações da Finlândia é de apenas 1,1% e somente 0,7% nas exportações, pelo o que ambos os Governos vêem um grande potencial para ampliar as relações econômicas.

A visita de Vanhanen ao Brasil é uma forma de retribuir a viagem feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Helsinki, capital finlandesa, em 2006.

Os dois governantes se encontrarão novamente na quarta-feira, em Brasília.

Em sua conferência, Vanhanen destacou que as estatísticas comerciais não representam a totalidade dos negócios bilaterais, pois cerca de 40 empresas de seu país - como a fabricante de telefones Nokia - já estão estabelecidas no Brasil com filiais locais que empregam 15 mil pessoas.

Afirmou que sempre viram a indústria florestal e de papel como base da economia de seu país. Mas que, atualmente, ela se diversificou nas áreas de eletrônica, telecomunicações, energia, tecnologia florestal, biotecnologia e serviços.

O principal aspecto de suas visita são as tecnologias limpas, dentro da indústria de bens e serviços, disse Vanhanen.

"A Finlândia foi classificada internacionalmente como o país número um no campo da sustentabilidade ambiental", afirmou.

Comentou ainda que as mudanças climáticas são uma ameaça real e que é necessário acabar com a relação entre crescimento econômico e prejuízo meio ambiental.

Seu país, segundo ele, teve êxito nesse aspecto, pois enquanto seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu muito, o consumo total de energia não aumentou.

Da mesma forma que o Brasil, a Finlândia aumentou seus esforços para usar mais energia renovável, uma fonte que já cobre 25% de suas necessidades, graças, principalmente, ao uso de madeira e resíduos florestais, destacou.

"Brasil e Finlândia não são concorrentes mútuos, nossos negócios são complementares", concluiu. EFE ol/rb/fb

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