Financiadores de luta contra pandemias defendem tratamentos gratuitos

O Banco Mundial, o programa americano Pepfar e o Fundo Mundial, os três grandes financiadores da luta contra a Aids, a tuberculose e a malária, concordaram, nesta quarta-feira, sobre a necessidade de oferecer tratamentos completamente gratuitos para essas três pandemias.

AFP |

"É muito importante. É a primeira vez que o Banco Mundial toma posição nesse sentido", destacou o diretor do Fundo Mundial, Michel Kazatchkine.

Durante uma reunião na Conferência sobre Aids, no México, essas três organizações financeiras e os representantes de vários governos consideraram o aumento dos orçamentos nacionais destinados à saúde tão necessário quanto os financiamentos internacionais.

O diretor do Fundo manifestou sua preocupação com o nível dos recursos, destacando que o G-8, grupo dos oitos países mais industrializados do mundo, está "atrasado" em seus pagamentos, já que, em julho, havia alcançado apenas 35% dos compromissos assumidos até 2010.

Kazatchkine defendeu que "nunca alcançaremos nossos objetivos em matéria de luta contra a malária, a Aids e a tuberculose, se não reforçarmos os sistemas de saúde".

Ele também comemorou que as quantias investidas na Aids tenham dado "resultados reais" difíceis de imaginar há alguns anos, com 3 milhões de pessoas, hoje, sob tratamento e uma curva epidêmica "que começa a tender para uma reta".

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