Paris, 24 jul (EFE).- O Governo francês reflete sobre o futuro da brigada franco-alemã, disse hoje o primeiro-ministro do país, François Fillon, que classificou de muito interessante a proposta de Berlim de pôr tropas alemãs na França.

"O que queremos" é que a brigada, que tem "um valor simbólico muito forte", permita "uma etapa suplementar", respondeu Fillon a perguntas sobre o futuro da unidade em entrevista coletiva na qual anunciou a reestruturação global das Forças Armadas francesas, que pretende fechar dezenas de unidades.

Ele afirmou que não é agora, quando a França (que preside a União Européia este semestre) deseja fazer a Europa da defesa avançar, que cancelarão a brigada franco-alemã.

No entanto, afirmou que "não é anormal fazerem perguntas sobre as implantações das diversas unidades" quando são feitos "esforços muito grandes" pela reestruturação militar em alguns municípios franceses.

Fillon ressaltou que a oferta do Governo alemão de uma "repartição diferente, com o eventual estacionamento de unidades alemãs em território francês, é muito interessante" e "simbólica".

"Marcaria uma nova etapa na cooperação franco-alemã". Por isso, garantiu que trabalhará muito abertamente.

Para o ministro da Defesa, Hervé Morin, a brigada correspondia a "uma época da história que era o tempo do conjunto dos símbolos da reconciliação franco-alemã", depois da Segunda Guerra Mundial.

"Ultrapassamos amplamente essa fase", disse Morin, que acompanhava Fillon na entrevista coletiva, e assinalou que a reflexão sobre a brigada é inscrita "globalmente" na evolução da Europa da defesa.

O ministro da Defesa assinalou que Berlim aceitou a volta à França de 16 batalhões de caçadores, que eram os "últimos regimentos" franceses na Alemanha.

A brigada franco-alemã, criada em 1989 e integrada por três unidades na Alemanha, foi colocada sob o comando do Eurocorps em 1993. EFE al/fh/db

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