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Fillon anuncia a regularização de centenas de imigrantes ilegais

Paris, 26 abr (EFE).- O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou que o processo para avaliar a situação de trabalhadores imigrantes ilegais que iniciaram uma greve para reivindicar a regularização de sua situação será solucionada com a entrega de documentos a centenas deles, e nada mais.

EFE |

"Somos totalmente opostos às regularizações em massa", ressaltou Fillon em entrevista divulgada hoje pelo "Le Journal du Dimanche", em referência à polêmica gerada pela greve de imigrantes irregulares em Paris que só foi aumentando desde terça-feira da semana passada.

O premiê reiterou a repreensão lançada na quinta-feira passada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que após excluir a possibilidade de uma regularização global, criticou os empresários que dão trabalho a imigrantes sem documentação.

Fillon falou da "hipocrisia de certos empresários que contratam clandestinos para depois pedir sua regularização" e acrescentou que "um empresário deve respeitar a lei, como qualquer outro francês.

Quando contrata um assalariado, deve verificar se está na lei".

"Regularizar todos os assalariados em situação ilegal seria um incentivo a contratar essas pessoas em detrimento daqueles que possuem seus documentos em dia. Seria a negação de todas as leis de nosso país", sentenciou.

O sindicato CGT, que apóia os imigrantes em greve, chegou na terça-feira passada a um acordo com o gabinete do ministro de Imigração, Brice Hortefeux, para que esses imigrantes ilegais apresentem seus expedientes para que sejam examinados "caso a caso" pelas Prefeituras. Desde então, foram enviados cerca de 1.000 desses expedientes.

Por outro lado, Fillon reconheceu, como fez Sarkozy na quinta-feira passada, que seu Governo cometeu "erros", mas argumentou que eles estão ligados ao fato de que foram feitas muitas reformas "a um ritmo muito rápido".

"A rápida execução leva às vezes a cometer erros. Prefiro que haja alguns erros, mas que não seja reduzido o ritmo da execução das reformas", argumentou.

O chefe do Governo conservador disse entender "que os franceses estejam preocupados, inquietos, que sejam críticos com as reformas", mas pediu que entendam "que as reformas lançadas há um, três, seis meses, não têm como já estar dando resultados". EFE ac/fb

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