Filipinas: Presidente abre palácio para atender desabrigados

A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, abriu as portas do palácio presidencial para atender pessoas que ficaram sem abrigo por causa das enchentes que assolaram o país e deixaram 240 mortos. O governo fez um apelo por mais ajuda internacional par lidar com o desastre, que deixou mais de 450 mil desabrigados.

BBC Brasil |

Enquanto as equipes de resgate se concentram em levar ajuda para os sobreviventes, Arroyo afirmou que o palácio será usado como um centro de assistência, oferecendo alimentos, roupas e remédios para os sobreviventes, e servindo de abrigo temporário para desabrigados.

"Desabrigados vão receber abrigo em áreas disponíveis entre os prédios do (palácio) Malacanang e em barracas que serão erguidas entre os prédios", disse a presidente.

Se for necessário, disse ela, os funcionários do palácio vão "liberar seus locais de trabalho para abrir mais espaço para nossos compatriotas desabrigados".

Depois que a notícia se espalhou, centenas de pessoas foram ao palácio, onde receberam sacos plásticos contendo macarrão instantâneo e latas de sardinha.

Estoques baixos
Com mais de 450 mil afetados pelas chuvas, a demanda por artigos de primeira necessidade é alta e o governo estima que 380 mil pessoas ainda estejam morando em centros de emergência.

As autoridades que lideram os esforços de ajuda para os desabrigados na capital, Manila, afirmam que estão completamente sobrecarregadas. O estoque de alimentos, roupas e medicamentos está baixo e o governo pediu ajuda internacional para lidar com o desastre.

O secretário de defesa, Gilberto Teodoro, disse que a situação poderá piorar se acabarem os estoques.

"Estamos tentando nosso melhor para suprir as necessidades básicas, mas o potencial para uma situação mais séria está aí", disse ele em comunicado transmitido pela TV.

"Não podemos ficar esperando que isso aconteça."
O Programa de Alimentação da ONU está enviando alimentos para 180 mil pessoas e equipes de resgate continuam retirando corpos da lama e dos rios.

Segundo Teodoro, a polícia, o Exército e voluntários já resgataram mais de 7.900 pessoas presas pelas enchentes.

Mortes
Equipes de resgate temem que o número de mortos suba ainda mais com a retirada da lama de algumas das áreas mais afetadas da capital.

Desde segunda-feira foram registradas mais 90 mortes em Manila, segundo declaração do Conselho Nacional de Coordenação de Desastres.

As piores enchentes dos últimos 40 anos, que atingiram Manila e outras 25 províncias, foram provocadas pela tempestade tropical Ketsana, que atingiu o arquipélago no sábado de manhã.

No fim-de-semana, o governo declarou estado de calamidade pública nas áreas afetadas, permitindo acesso a fundos de emergência.

Segundo as autoridades, mais de 40 centímetros de chuva caíram em Manila durante 12 horas, no sábado, mais do que a média de 39 centímetros registrada em todo o mês de setembro.

A previsão da meteorologia é de mais chuva forte até o fim da semana.

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