MANILA - As autoridades das Filipinas aumentaram hoje a 240 o número de mortos após a passagem da tempestade tropical Ketsana, enquanto o norte de Luzon prepara-se para um novo temporal e aumentam as críticas ao governo por sua lenta resposta à tragédia.

O Centro Nacional de Coordenação de Desastres acrescentou cem mortos à lista oficial após identificar cadáveres achados na capital, onde as equipes de resgate seguem tirando corpos sem vida dos lodaçais.


Filipinos sofrem com as enchentes após passagem de tempestade / AP

Outras 37 vítimas continuam desaparecidas e 1,8 milhão de residentes de Manila e outras 25 províncias da ilha de Luzon se viram desabrigados pelas inundações, enchentes e deslizamentos de terras, segundo o ministro da Defesa, Gilberto Teodoro.

Os prejuízos se calculam por enquanto em 110 milhões de pesos (US$2,3 milhões), e a maior parte dessa quantia corresponde a infraestruturas e casas danificadas.

Enquanto isso, na ilha de Luzon as autoridades se preparam para responder aos eventuais danos que pode causar o novo temporal que se aproxima pelo Oceano Pacífico.

O Serviço de Meteorologia advertiu que um sistema de baixa pressão já se transformou em tempestade e pode transformar-se em tufão antes de tocar terra nos próximos dois dias, embora não descartam que se desvie a Taiwan em vez de alcançar o norte do arquipélago filipino.

Mortes no Vietnã

Pelo menos 22 pessoas morreram no Vietnã na passagem do tufão Ketsana pela costa leste do país nesta terça-feira, depois de ter devastado as Filipinas.

"Segundo a contagem oficial até a tarde de terça-feira, com base nas informações das autoridades locais, o tufão matou 22 pessoas", afirma o Comitê Nacional de Controle de Tempestades e Inundações.

* Com AFP

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