A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, declarou dez dias de luto oficial pela morte, na sexta-feira, da ex-presidente do país Corazón Aquino. Cory Aquino ajudou a liderar uma revolução que restaurou a democracia e o cumprimento da lei no nosso país em uma época de grande perigo, disse Arroyo.

O corpo de Aquino está sendo velado em público, em caixão aberto, desde a noite deste sábado até a manhã de segunda-feira, na escola católica De La Salle, em Manila.

Aquino tinha 76 anos, e há mais de um ano e meio sofria de câncer de cólon. Recentemente, ela anunciou que não iria submeter a novos tratamentos.

Fitas e flores amarelas
Corazón Aquino foi a primeira mulher a se tornar presidente de um país da Ásia, em 1986, quando um levante popular derrubou o presidente Ferdinand Marcos.

Desde a notícia de sua morte, centenas de pessoas estão visitando sua casa e o local onde culminou a revolução, deixando flores amarelas e velas.

As bandeiras foram hasteadas a meio-pau e centenas de pessoas amarraram fitas amarelas simbólicas em carros e árvores.

Segundo seu filho, senador Benigno Aquino Jr., o corpo da ex-presidente será enterrado ao lado do de seu marido em uma cerimônia privada, na quarta-feira.

"Ela teria gostado que agradecêssemos a todos vocês pelas orações e o apoio constante", disse o senador ao anunciar a morte da mãe, em rede nacional de televisão.

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama também homenageou Corazón Aquino, através de seu porta-voz, Robert Gibbs.

"Sua coragem, determinação e liderança moral são uma inspiração para todos nós e são o melhor exemplo da nação filipina", afirmou Gibbs.

Aquino foi nomeada para o prêmio Nobel da Paz em 1986 e recebeu diversos prêmios pelo seu trabalho em defesa da democracia e dos direitos humanos.

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