Filipinas dá prisão perpétua a terroristas que mataram 11 em 2000

Manila - Três terroristas islâmicos foram condenados nesta sexta-feira à prisão perpétua por terem feito, no Natal de 2000, um ataque à bomba contra uma estação de trem na capital Manila, que deixou 11 mortos e vários feridos.

EFE |

Um tribunal considerou culpados os três islamitas de terem sido responsáveis por um dos atentados mais sangrentos na história das Filipinas e que naquele ano foi parte de uma campanha de violência extremista do grupo radical Abu Sayyaf, que deixou dezenas de mortos em pleno período de festas.

Entre os condenados está o líder da célula terrorista, Saiffula "Moklis" Yunos, detido em 2002 no sul do arquipélago e acusado de ter colaborado também com outras organizações como a Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI) e a Jemaah Islamiya.

Há cinco anos, Yunos se declarou inicialmente culpado de uma onda de ataques e sequestros da Jemaah Islamiya, entre eles o de 20 filipinos e vários estrangeiros na ilha de Palawan em 2001, mas depois acabou se retratando.

O grupo Abu Sayyaf foi fundado em 1993 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética e assumiu autoria de grande parte dos atentados mais graves ocorridos nas Filipinas.

Já a Jemaah Islamiya, considerada o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, foi estabelecida dois anos depois com o objetivo de criar um Estado islâmico independente em Indonésia, Malásia, Cingapura e Filipinas e Tailândia.

Os dois grupos estão nas listas de organizações terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia.

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