Filip Vujanovic renova mandato como presidente de Montenegro

Podgórica, 6 abr (EFE).- O atual presidente de Montenegro, Filip Vujanovic, renovou hoje seu mandato nas primeiras eleições presidenciais realizadas desde que, há dois anos, o país proclamou sua independência do Estado que formava com a Sérvia, segundo informações dadas pelas pesquisas de boca de urna.

EFE |

Dados do Monitoring Center (Cemi) mostravam pouco após o fechamento dos colégios eleitorais que Vujanovic obteve 52,4% dos votos.

Entre os principais objetivos da política de Vujanovic e do governante Partido Democrático dos Socialistas (DPS), organização pela qual foi candidato, figuram as reformas e a aproximação do pequeno país à União Européia (UE) e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Vujanovic, um fiel colaborador desde 1993 do líder e homem forte de Montenegro Milo Djukanovic - atual primeiro-ministro -, já desempenhou os cargos de ministro, presidente do Parlamento e premiê do Governo que introduziu, em 1999, o marco alemão como moeda nacional e iniciou assim o distanciamento econômico da Sérvia.

O político, de 53 anos, nasceu em Belgrado em uma família de advogados, formou-se em Direito e trabalhou como promotor e no Tribunal do distrito de Belgrado antes de voltar, em 1980, a Podgórica, capital montenegrina.

Pouco depois passou a se dedicar à advocacia, ficando na profissão com sucesso durante mais de uma década.

O nome de Vujanovic não está ligado aos inúmeros escândalos financeiros que têm sido atribuídos a autoridades montenegrinas por alguns veículos de comunicação.

Em seu tempo livre ele costuma ser visto pelas ruas de Podgórica sem a companhia de guarda-costas.

Seus adversários políticos garantem que Vujanovic é um líder com pouco carisma e condenado a permanecer à sombra de Djukanovic.

Vujanovic começou sua carreira política em 1993 fazendo parte dos mandatos de Djukanovic à frente do Governo, primeiro como ministro da Justiça e depois como responsável pela pasta do Interior.

Em 1998 ele substituiu Djukanovic como primeiro-ministro e manteve o programa de reformas econômicas de seu antecessor.

Depois dos bombardeios das tropas da Otan contra a Iugoslávia, em 1999, o Executivo de Vujanovic introduziu o marco alemão como moeda nacional alegando que, com esta medida, "salvava Montenegro de possíveis abalos financeiros que poderiam ocorrer na Sérvia".

Em 2002, Vujanovic, então presidente do Parlamento, fez o possível para chegar a um plebiscito de independência, mas sob pressão da UE aceitou formar um Estado comum com a Sérvia.

No final de 2005, e com Djukanovic à frente do Executivo, Vujanovic ganhou as eleições presidenciais, lançando depois uma campanha para convocação de plebiscito sobre a independência.

Na opinião dos analistas Vujanovic é um dos membros do DPS mais respeitados, embora estes também acreditem que, até agora, o dirigente não conseguiu se apresentar como o "presidente de todos os montenegrinos". EFE sn/mac/fal

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