Filhos de terrorista suicida pegam 7 anos de prisão na Argélia

Argel, 27 out (EFE).- Os dois filhos de Chebla Rabah -terrorista suicida que atentou em 11 de dezembro de 2007 contra a sede da ONU em Argel- foram condenados a sete anos de prisão por crimes de terrorismo, informaram hoje fontes judiciais.

EFE |

Yunis e Mojtar -os dois filhos do suicida-, de 23 e 32 anos, foram condenados por um tribunal de Boumerdès, na região da Cabília, no Norte, por seu apoio e adesão a um grupo terrorista, e preparação de produtos para a fabricação de explosivos.

Ambos foram detidos em fevereiro, dois meses após o atentado contra a ONU, e a promotoria tinha solicitado para eles penas de 15 anos de prisão.

Em 11 de dezembro de 2007 seu pai, de 64 anos e doente de um câncer terminal, fez explodir a caminhonete carregada de explosivos que conduzia contra o edifício da ONU no bairro residencial de Hydra da capital argelina.

A imprensa informou amplamente sobre o terrorista suicida, já que nunca uma pessoa dessa idade havia cometido no país um atentado semelhante.

A explosão provocou a morte de 17 funcionários das Nações Unidas e destruiu quase todo o edifício que abrigava os escritórios do Alto Comissariado para os Refugiados (Acnur) e outros organismos da instituição internacional.

No mesmo dia, outro terrorista suicida detonou um carro-bomba contra o Conselho Constitucional, também na capital, causando 24 mortes.

Ambos os atentados foram reivindicados pela organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (Aqmi). EFE sk-jg/jp

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