Filhos de presidente colombiano enriqueceram com ajuda oficial (imprensa)

Os filhos do presidente colombiano Alvaro Uribe enriqueceram com medidas tomadas pelo governo que permitiram a eles um lucro de 10.000% na negociação de terrenos, denunciou nesta segunda-feira a imprensa local.

AFP |

Segundo o telejornal Noticias Uno, a operação começou em 2006, quando os irmãos Tomás e Jerónimo Uribe compraram dois lotes na periferia oeste de Bogotá; o valor da compra multiplicou-se por 100 depois que a autoridade fiscal e aduaneira (DIAN) os declarou "zona franca", com ganhos para seus investidores.

O terreno de 32 hectares foi adquirido por 8,6 bilhões de pesos (3,7 milhões de dólares) por uma sociedade da qual participaram os filhos do presidente como principais acionistas, e um banco privado, acrescentou.

Um dia antes da decisão da DIAN, a empresa dos Uribe foi dividida em duas, transferindo-se a uma delas os direitos sobre os terrenos, avaliados então em 33,9 milhões de pesos (14.500 dólares); a partir da operação, passaram a valer 3,093 bilhões de pesos (1,3 milhão de dólares), segundo a notícia.

"Em algumas horas, o valor do investimento foi multiplicado por 100, com um lucro próximo de 10.000 por cento", escreveu o diretor de Noticias Uno, Daniel Coronel, em um artigo publicado nesta segunda-feira.

Os irmãos Uribe negaram ter pedido a aprovação da "zona franca" e desqualificaram a denúncia. "É uma investigação carregada de imprecisões, de informação mal intencionada e tendenciosa", disse Tomás Uribe.

Os filhos do presidente se viram envolvidos em várias polêmicas por participação em negócios suspeitos de tráfico de influência, segundo opositores ao governo.

No final de novembro, em meio a uma dessas controvérsias, o presidente anunciou que revelaria as declarações de renda da família, mas a senadora Cecilia López, que pediu os documentos, disse nesta segunda-feira que ainda não os recebeu.

axm/pro/sd

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