Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, indica que homens que se tornam pais com mais de 45 anos têm filhos com problemas de interação social com mais freqüência. Na pesquisa, os estudiosos analisaram dados de 450 mil adolescentes do sexo masculino com 16 ou 17 anos de idade.

A cada um deles, foram feitas estas cinco perguntas com o objetivo de avaliar a capacidade social dos jovens:
Levando em conta outras variáveis - como o QI do jovem, a idade de sua mãe, seu nível socioeconômico e sua ordem de nascimento em relação aos outros irmãos -, os pesquisadores concluíram que existe uma prevalência de dificuldades de interação social 50% maior nos adolescentes com pais com 45 anos ou mais.

Autismo e esquizofrenia
Entretanto, Mark Weiser, que liderou a pesquisa, advertiu que os resultados do estudo estão longe de serem conclusivos.

"Pode ser que homens com dificuldades de interação social se casem mais velhos e dessa forma transmitam essa característica aos seus filhos. Mas nossos estudos tentaram controlar essa variável analisando irmãos de um mesmo pai", disse.

Pesquisas anteriores realizadas na Universidade de Tel Aviv indicaram que filhos de pais mais velhos têm mais probabilidade de ter autismo ou QI mais baixo.

"Alguns males, como a esquizofrenia, parecem ser mais comuns à medida que os pais envelhecem", comentou Weiser.

Mas o cientista alertou que "os efeitos da idade do pai sobre a saúde de seus filhos são pequenos e muitos dos efeitos mais significativos revelados no estudo ocorrem quando os pais estavam na faixa dos 50 anos".

"A diferença de risco entre alguém que tem 35 e 45 anos é tão pequena que é irrelevante", completou.

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