Filhos de iraniana acusada de adultério pedem ajuda ao Vaticano

Sakineh Ashtiani pode ser morta por adeprejamento sob acusação de adultério e assassinato do marido

iG São Paulo |

Os filhos de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana acusada de adultério e do assassinato do marido no Irã, pediram ajuda ao Vaticano para que sua mãe não seja condenada à morte.

Um de seus filhos, Sajad Ghaderzadeh, revelou também que ele e os irmãos consideram a possibilidade de asilo político na Itália por conta de ameaças que receberam.

"Pedimos à Itália, a outros governos da Europa e a todos os cidadãos europeus que ajudem minha mãe. Também pedimos a ajuda do papa", afirmou.

Nas últimas semanas, a família de Sakineh declarou que recebeu várias ameaças, aparentemente de membros dos serviços secretos e de segurança, que advertiam que eles poderiam ser detidos.

Decisão

Na semana passada, o governo iraniano afirmou  que ainda não há uma decisão final sobre o caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, que pode ser morta por apedrejamento sob a acusação de adultério e assassinato.  "O processo judicial ainda não foi finalizado e a condenação será divulgada depois de uma revisão completa do caso", disse o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Ramin Mehmanparast.

Sakineh, 43 anos e mãe de dois filhos, é acusada de participação no assassinato de seu marido e de adultério - o que é considerado crime no país. Pelo adultério, ela foi condenada pela Justiça à morte por apedrejamento. Por participar da morte do marido, a iraniana havia sido sentenciada à morte por enforcamento, pena que foi comutada em 10 anos de prisão por um tribunal de apelações. No entanto, com a revisão do processo, a condenação por assassinato voltou a ser discutida.

O caso ganhou repercussão internacional, com o Irã sofrendo fortes críticas por violar os direitos humanos. O Brasil chegou a oferecer asilo a Sakineh, o que foi rejeitado pelo governo iraniano. Na semana passada, em Nova York, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou a mídia ocidental pelo enfoque dado para o caso de Sakineh no noticiário.

*Com BBC e EFE

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