Filhos de Elisabeth Fritzl não prestarão depoimento em julgamento de pai-avô

Viena, 22 ago (EFE).- Os filhos de Elisabeth Fritzl, que resultam dos estupros cometidos por seu pai Josef durante os 24 anos em que a manteve trancada em um porão, não prestarão depoimento no processo judicial contra o acusado, que será iniciado antes do fim do ano.

EFE |

Assim anunciou hoje Kurt Leitzenberger, presidente da audiência provincial da cidade de Sankt Pölten, responsável pelo caso.

Além disso, a esposa do suposto estuprador e mãe de Elisabeth, Rosemarie, de 69 anos, também fará uso do direito a não declarar, reconhecido pela legislação austríaca.

Leitzenberger indicou que a ausência desses testemunhos não afetará o desenvolvimento do julgamento.

"A foto do caso é em preto e branco. O testemunho de mais vítimas teria permitido colorir, mas a foto estava lá desde o início", indicou, confirmando que há dados objetivos sobre as circunstâncias que rodeiam o caso.

Elisabeth, de 42 anos, e que prestará testemunho, e os três filhos que permaneceram presos com ela, já prestaram declaração perante a juíza de instrução em julho.

Josef Fritzl teve sete filhos com Elisabeth, dos quais três foram criados na casa da família, como seus netos, enquanto os outros três permaneceram no porão, até serem libertados no final de abril.

O sétimo filho faleceu durante o parto, e foi incinerado por Fritzl na caldeira da casa.

A Promotoria austríaca espera ter pronta, no final de setembro, a ata de acusação contra Josef Fritzl.

Além das acusações de privação de liberdade, incesto e estupro, se estuda a possibilidade de incluir os delitos de escravidão e homicídio por negligência.

Esta acusação depende dos relatórios periciais sobre o grau de responsabilidade do detido no falecimento, três dias depois do parto, de um dos gêmeos que Elisabeth deu à luz em 1997. EFE as/gs

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