Filho de Osama bin Laden solicitará permissão para residir na França

Paris, 23 abr (EFE).- Omar bin Laden, um dos cerca de 20 filhos do terrorista mais procurado do mundo e que visitou Paris pela primeira vez junto com sua mulher, a britânica Jane Felix-Browne, entrará com pedido de residência na França, privilégio negado pelo Reino Unido por razões de segurança.

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"Quando estava com meu pai, vivia como um príncipe e agora tenho que me mudar para Paris para obter uma permissão de residência", lamenta-se Omar, de 27 anos, em entrevista publicada hoje pela revista "Paris Match".

Omar afirma ser "religioso, mas não extremista", diz praticar o islã de maneira "aberta e pacifista" e garante que "sua porta sempre estará aberta aos políticos que queiram a paz no mundo".

"Só estive uma vez em um campo (de treino da Al Qaeda). Não vi muito mais do que estudantes rezando e aprendendo a manusear armas", explica o jovem saudita, que assegura que "não é um guerreiro" e que não vê seu pai desde 1999.

Do líder da Al Qaeda, Omar diz que era "um bom pai" e declarou que ainda não foi provado que ele está por trás dos atentados terroristas nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001.

"Não sou um juiz e não há prova de que ele tenha cometido os atentados de 11 de setembro", afirma.

Omar acredita que seu pai está vivo porque "se estivesse morto, nós saberíamos". Acrescenta que nem ele nem sua mãe ou outra pessoa que ela conhece tem notícias de Bin Laden, que ordenou os atentados que mataram aproximadamente três mil pessoas em 2001. EFE jaf/wr/fb

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