Filho de Murdoch volta a depor sobre escândalo de escutas ilegais

Chefe do braço europeu da News Corp reafirma que não sabia de grampos de tabloide e nega que empresa operasse como 'máfia'

iG São Paulo |

O filho do magnata Rupert Murdoch, James Murdoch , reafirmou nesta terça-feira que não estava ciente das práticas ilegais usadas pelo extinto tabloide News of the World , acusado de grampear os telefones de até quatro mil pessoas.

James Murdoch, que é presidente da News International (braço europeu da News Corporation ), presta novo depoimento à comissão parlamentar britânica que investiga o escândalo. Os parlamentares querem esclarecimentos sobre supostas contradições no primeiro depoimento do executivo, em julho.

Durante a sessão desta quinta-feira, Murdoch negou que a empresa operasse como uma máfia, termo usado pelo parlamentar Tom Crone. "Isso é ofensivo e falso", respondeu o presidente da News International.

Leia também: Entenda o escândalo de escutas ilegais do News of The World

AP
Imagem de vídeo mostra novo depoimento de James Murdoch sobre escândalo de escutas do News of the World

Em seu primeiro depoimento à comissão, Murdoch negou estar ciente da existência de um e-mail que demonstrava que as escutas no News of the World não tinham sido feitas por apenas um repórter, mas, sim, eram prática generalizada.

Mas outras duas testemunhas, o ex-redator do jornal Colin Myler e o ex-advogado da News International, braço britânico da News Corp, Tom Crone, asseguraram em duas ocasiões diante da comissão que informaram o presidente da companhia sobre esta mensagem durante uma reunião em 2008.

“Nenhuma suspeita de práticas ilegais generalizadas foram mencionadas a mim”, afirmou Murdoch nesta quinta-feira. “Acredito que os depoimentos (de Myler e Crone) foram falsos e combato o que disseram.”

Potencial sucessor de seu pai à frente da News Corp, James Murdoch dirige todas as atividades do grupo familiar na Europa e na Ásia, e também preside desde 2007 a plataforma de televisão por satélite britânica BSkyB. O News of the World foi fechado por causa das acusações.

Detetive

Na terça-feira, a emissora britânica BBC afirmou que o News of the World contratou um detetive particular para seguir e investigar o príncipe William e cerca de 100 personalidades no Reino Unido

Além do príncipe, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, o detetive contratado pelo dominical fechado em julho deste ano seguiu a ex-namorada do príncipe Harry, Chelsy Davy, o ex-procurador-geral do Estado Peter Goldsmith e o técnico de futebol José Mourinho.

De acordo com as revelações do ex-policial Dereck Webb, o periódico de Rupert Murdoch lhe pagou durante oito anos para investigar todo tipo de pessoas, desde o ex-jogador Gary Lineker a familiares de celebridades como os pais do ator Daniel Radcliffe, que interpreta Harry Potter no cinema.

Webb declarou à BBC que não está envergonhado de suas ações e que não cometeu ilegalidades em nenhum dos trabalhos que desempenhou para o tabloide. A cNews International se negou a comentar o que chamou de "trabalho específico" do detetive.

Com EFE e AFP

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