Filho de líder norte-coreano se diz contra governos hereditários

Kim Jong-nam, primogênito de Kim Jong-il, se declarou contrário à continuidade da terceira geração da família no poder

EFE |

TÓQUIO - Kim Jong-nam, filho mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-il, se declarou contrário à transferência de poder à terceira geração da família, diante do processo de sucessão aberto em seu país, única dinastia comunista hereditária da história.

"Pessoalmente sou contra a sucessão familiar a uma terceira geração", declarou o primogênito de Kim Jong-il, em uma entrevista à emissora japonesa "Asahi", gravada neste sábado e transmitida hoje.

Kim Jong-nam perdeu a bênção do pai quando, em 2001, foi detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso, com a suposta intenção de visitar a Disneylândia.

Neste domingo, seu irmão mais novo, Kim Jong-un, que tem cerca de 27 anos, foi consagrado herdeiro do regime norte-coreano, em um dos maiores desfiles realizados na história em Pyongyang.

Na entrevista, Kim Jong-nam, quem desde que caiu em desgraça vive entre Pequim e Macau, disse que a decisão sobre a sucessão "foi tomada pelo meu pai", mas que não a lamenta.

"Nunca tive nenhum interesse e nada me importa", explicou o primogênito do líder comunista norte-coreano, quem também desejou sorte ao irmão caçula para que ele "possa fazer o melhor para o povo de Coreia".

Kim Jong-nam, de 39 anos, disse estar "disposto a ajudar meu irmão do exterior quando ele precisar".

* Com EFE

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