Jacarta, 12 ago (EFE) - Tommy Suharto, filho mais novo do ex-ditador indonésio Suharto, negou as acusações de corrupção e exigiu do Governo indenização de quase US$ 22 milhões por perdas e danos, anunciaram hoje seus advogados.

Hutomo Mandala Putra respondeu assim ao processo judicial iniciado contra si pelo Executivo, que reivindica o dinheiro que investiu em um frustrado plano para lançar uma marca nacional de automóveis no início dos anos 1990.

A Procuradoria Geral da Indonésia pede que Tommy devolva ao Estado três trilhões de rúpias (US$ 429 milhões) que tirou dos cofres públicos para financiar o projeto.

O filho mais novo de Suharto cogitou fabricar o primeiro carro indonésio sob a empresa Timor, mas a iniciativa não deu certo por causa dos efeitos da crise financeira asiática de 1997-1998.

A companhia criada não pagou nenhum dos empréstimos que contraiu dos bancos estatais e, em 2003, foi vendida à Vista Bela Pratama, também controlada por Tommy.

A operação foi ilegal, pois o dono de ambas as empresas era o mesmo, mas, ainda assim, foi autorizada pela agência encarregada de tramitar a recuperação dos bancos após a crise financeira.

O advogado de Tommy, Otto Cornelius Kaligis, disse que as alegações da Procuradoria Geral não têm fundamento legal, pelo que exige do Governo uma indenização e desculpas públicas.

Tommy, de 42 anos, foi condenado em 2002 a 15 anos de prisão por ordenar o assassinato do magistrado do Tribunal Supremo Syafiuddin Kartasasmita, que, anteriormente, tinha sentenciado o filho do general Suharto a 18 meses de prisão por corrupção. EFE jpm/db

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